Neste artigo vou ser mais intimista. Vou usar o pronome na
primeira pessoa. Normalmente não falo ou escrevo sobre aquilo que não sei, não
vi ou não conheço. Nunca fui chegado a carnaval. Mas leio sobre ele. Li que ele
é o “maior espetáculo da terra”. No
próximo mês de março de 2019, acontecerá mais um carnaval. Não vou fazer
“retiro espiritual” que, com raras exceções, nada tem de “espiritual”. Vou
ficar em casa, quem sabe visitar amigos. Confesso que, em algum ano no passado,
fiquei algum tempo frente a uma televisão assistindo o desfile de algumas
poucas escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. Vi, também, um pouco dos
trios elétricos em Salvador e, também, de Recife. Nada mais.
Espero que nenhum “cristão” me condene por isso. Como disse, preciso
ver e conhecer para escrever. Mas... já estou acostumado às críticas.
Mario Sergio Cortella em seu livro: “Qual é a tua obra?” diz que possui um
crítico de suas obras e eles se “odeiam” faz trinta anos. Por isso mesmo
Cortella afirma: “- Eu o respeito, ele me faz crescer. Ele me melhora. Então,
que venham as críticas. Elas me melhoram”. Nada mais sei sobre essa
pessoa... nem se está viva. Como numa pela de teatro, quero dividir este texto
em alguns atos bem específicos. Peço que leia com muita atenção o quinto e o sexto
ato (os últimos)! Eles são os mais importantes.
Primeiro Ato. Quando vi o desfile, principalmente o do Rio de
Janeiro, pela TV, fiquei fascinado, extasiado. Obra prima. Arte pura.
Dedicação. Que espetáculo grandioso de arte criativa. Como pode sair da cabeça
de um carnavalesco tanta criatividade? Como é que milhares de pessoas
dedicam-se meses a fio a ensaios para que saia tão deslumbrante espetáculo?
Amor... é a resposta!
Milhares de empregos durante todo o ano. Verdadeira indústria
do entretenimento. Não há distinção de raça, credo, cor, ideologia. Movimento
fenomenal de turismo. Hotéis, restaurantes, casas de aluguel... tudo lotado.
Gente de quase todos os países. Verdadeiramente um espetáculo. Quanta
dedicação, quanta garra! Não há cansaço, não há dor, não há limites. Tudo feito
em nome do amor ao “maior espetáculo da terra”! Ah! Se isso também fosse real
no cristianismo.
Segundo Ato. Qual ou quais as origens do Carnaval, que é tido como “O
Maior Espetáculo da Terra”? Ele é uma festa brasileira? Quando começou? Bem,
pesquisei e não cheguei a uma conclusão definitiva. Os historiadores se
divergem. Fato é que, independentemente do real princípio, o carnaval remonta a
antiguidade longínqua. Vejamos algumas pesquisas.
Lídia Carvalho, que mora em Americana/SP – ela é cristã evangélica –
traz as seguintes informações (ipsis líteres): "Originários dos ‘Ritos da
Fertilidade da Primavera Pagã’, o primeiro carnaval que se tem origem foi na
Festa de Osíris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os
Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e
desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. A Enciclopédia
Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã
que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os
romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era
a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus
muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega.
Dionísio era o deus do vinho e das orgias”.
No Site “Brasil Escola” encontrei o seguinte:
“Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.
C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos
deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração
adotada pela Igreja Católica em 590 d. C. É um período de festas regidas pelo
ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado
pelo ‘adeus à carne’ ou do latim ‘carne vale’ dando origem ao termo ‘carnaval’.
(...) Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos
populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O
carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade
vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da
festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio
de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas
festas carnavalescas. (...) A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de
agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu
nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro
e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba”.
O dicionário Wikipédia acrescenta a seguinte
informação: “A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI,
da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a
Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de
diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o
primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo,
relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão
‘carnis valles’, que, acabou por formar a palavra ‘carnaval’, sendo que
‘carnis’, em latim, significa carne e ‘valles’ significa prazeres”.
No site TERRA, sob o título “Origens do Carnaval:
conheça as raízes e os símbolos da festa” e no subtítulo “Desforra no carnaval
para esperar a Páscoa”, extraí o seguinte texto, ipsis líteris: “Com a
consolidação do cristianismo, a Igreja tentou combater inúmeras festas pagãs -
o que não funcionou com o carnaval”. A retomada veio em 604, quando o Papa
Gregório I estabeleceu, no calendário eclesiástico, a quaresma, período de
jejum e recolhimento físico e espiritual durante os 40 dias que antecediam a
Páscoa. Com isso, ficou estipulado que o carnaval seria comemorado nos três
dias imediatamente antes do início da quaresma, como uma última chance de se
aproveitar dos prazeres da carne. Mais tarde, no século 11, o Papa Urbano II
decretou o tempo oficial do período do jejum: da quarta-feira de cinzas até o
domingo de Páscoa. Assim, na chamada terça-feira gorda, era permitida a
realização de grandes bailes e banquetes, e o clima de subversão e inversão de
valores era uma marca forte da festa. "Tanto povo quanto elite absorvem
esses três dias como forma de ludibriar o momento de privação", detalha a
pesquisadora de Carnaval e Cultura Popular da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) e julgadora de alegorias e adereços dos desfiles do Grupo
Especial do RJ, Helenise Monteiro Guimarães. Não sei se ela continua exercendo
tal função no carnaval carioca.
Não tenho interesse de pesquisar mais sobre as origens do
carnaval. O que me interessa é algo mais profundo. A realidade inequívoca é que
a festa existe, está aí e dificilmente vai mudar em alguma coisa. Minha
preocupação é como os “filhos de Deus” da nova geração estão vendo o carnaval.
Nenhum cristão em sã consciência pode ignorar o fato de que os evangélicos
estão aderindo, e ou, tolerando perigosamente os efeitos do carnaval.
Terceiro Ato. Argumentações evangélicas pró-aceitação do carnaval
existem muitas. Que o digam os blocos de carnaval evangélicos. Alguns
argumentam que o carnaval é uma legítima festa brasileira e cheia de alegria;
portanto, não podemos desdenhar dela. Outros dizem aquilo que já coloquei lá no
início: é uma festa linda e cheia de arte. Os mais “espirituais” entendem que é
uma excelente ocasião para a evangelização. Você conhece o bloco “mocidade
dependente de Deus?”, do Rio de Janeiro? Você conhece o bloco “As muquiranas?
(neste, os homens saem vestidos de mulher)”. São blocos evangélicos ou sob a
liderança – nominal - de evangélicos. O primeiro é de um pastor, o segundo de
um casal de artistas que se diz evangélico. Vou citar mais alguns já conhecidos.
Apenas citar. Cada qual tire suas conclusões. Para conhecê-los melhor existe o
Google. Não vou perder meu precioso tempo discorrendo sobre tais blocos. Ei-los
(apenas alguns): “Semente do Amanhã (Rio de Janeiro)”; “Marcha Celebrai a
Cristo (São Miguel dos Campos/AL)”; “Cara de Leão (Itaboraí/RJ, igreja Projeto
Vida Nova)”;” Celebração da Unidade – Espiritual 2013 (Trio elétrico que saiu
no circuito Dodô, em Salvador/BA)”; “Bloco Sal da Terra (Salvador/BA, Igreja
Batista Missionária Independente)”; “Bloco Gospel Bola de Neve”, cujos abadás
recebem o pomposo nome de ‘vestes de louvor; “Sou Cheio de Amor” da Igreja
Batista Atitude da Barra, RJ; “Bloco IDE”, de SP. Há muitos outros. Todos
sabemos de grupos – como a JOCUM, por exemplo – e igrejas que fazem alguma
atividade específica em meio à folia no afã de evangelização. Não quero
julgar... todavia, ainda não vi, de forma real e palpável, os resultados disso
para o Reino nesses anos todos. Alguns desses blocos já fazem isso no carnaval
faz mais de 20 anos.
O jornalista Tiago Chagas publicou, faz alguns
anos, a seguinte notícia no site “Gnotícias Gospel” sobre a cantora
“evangélica” baiana Claudinha leite ao repreender foliões que se envolveram
numa confusão: “o carnaval é coisa de Deus”. (...) - “O que é isso? Tenham
consciência! Carnaval é na paz! Não quero cordeiro do meu bloco fazendo esse
tipo de coisa! Não venham fazer bagunça na casa de meu Pai! Carnaval é coisa de
Deus! Isso é um absurdo! Quero atendimento médico aqui ao lado do trio para esse
rapaz! Eu sei quem foi. Não vou esquecer o rosto de quem fez essa covardia.
Vamos brincar na paz”. Bem que alguém já disse que “o que dá pra rir... dá pra
chorar”.
Quarto Ato. Qual o custo do carnaval? Custo moral, familiar,
financeiro, espiritual... e você pode acrescentar outros. Levando em conta que,
com a quase nova lei seca, houve redução verdadeira nos acidentes, alguns
números ainda são estarrecedores. Os dados que passo são APENAS das
estradas federais. Para ter os dados das estradas estaduais e municipais, teria
que acessar cada Estado e cada cidade do Brasil. Então, imagine a realidade nua
e crua. São dados oficiais de 2018 (último carnaval). Vale lembrar que, em
2018, por causa da “lei seca” e uma maior efetividade da Polícia Rodoviária
Federal, o número de mortes caiu em 31% (trinta e hum por cento). Eis os
números: Feridos: 1.524. Mortes: 103. Motoristas embriagados autuados e com
carteira de habilitação recolhida: 1.497. Motoristas presos em flagrante: 172. Pessoas
detidas por diversas condutas criminosas: 740. Somem-se a isso os números das
estradas estaduais e municipais de todo imenso Brasil. Todos esses números
fatídicos seriam evitados se não existisse o carnaval. Além de acidentes
e problemas típicos de feriados nas estradas, os esforços de combate ao crime
durante o Carnaval 2018, culminaram em 1.105 quilos de maconha e mais de 87
quilos de cocaína apreendidos. Também foram recolhidas 41 armas de fogo e 9.910
munições. A PRF recuperou 96 veículos e apreendeu mais de 55 mil pacotes de cigarros.
Durante o Carnaval 740 pessoas foram detidas por diversas condutas criminosas. (Fonte: Último Segundo - iG@https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2018-02-15/acidentes-carnaval-rodovias-brasil.html).
Somadas todas as mortes durante o carnaval, o número de
mortos extrapolou em muito ao número de mortos da tragédia/crime da Boate Kiss,
cidade de Santa Maria/RS e, também, da tragédia/crime de Mariana, em Minas
Gerais, além de tantas outras. Na Boate
Kiss, em Mariana, em Brumadinho, na toca do Urubu (flamengo) e outros; estão
tentando achar os culpados da forma mais absurda possível. Mas, a comoção foi
nacional. A mídia jogou todos seus focos sobre essas tragédias (sic). Fora as
mortes, no carnaval, há centenas de pessoas acidentadas, drogadas, estupradas,
assaltos, assassinatos... tragédia total. Mas, vale tudo em nome da alegria.
Não há comoção nacional. Afinal, no carnaval morre-se em nome da alegria.
O carnaval de muito antanho era uma festa popular. Faz muito
tempo que deixou de sê-lo. Virou negócio de ricos. Quem é que adentra os
camarotes VIPs? Com certeza não é o povão. E as festas privadas quanto
custam? Não é para o bolso popular. Um abadá pode chegar a R$ 4.000,00 (quatro
mil reais). Festa popular? Como? Quem pode pagar isso? Não é o povão. O camarote
pode chegar a R1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) por dia. Quem pode pagar
isso? Definitivamente não é festa popular. Na Bahia, nos circuitos, as
ruas são fechadas pela polícia. Quem pode entrar? Quem estiver com abadá. Você
já sabe os preços. Então... isso não é festa popular. Chamam os abadás de
“passaporte da alegria”. Bem, então só os ricos podem ter alegria. Coitada da
festa popular.
Fora isso, até 2018, o poder público, entrava com o rico
dinheirinho dos pobres – impostos que todos pagamos – para dar aos ricos. Será
que isso também acontecerá no carnaval 2019. A promessa é que não. Esperar para
ver. Artistas e cantores recebem – e muito – para estarem, cantarem ou
promoverem o carnaval. Milhões são gastos... ou eles não sobem ao palco, com
honrosas exceções. Fora isso, as músicas – quase todas – não passam de
bobagens. Letras chicletes que grudam no cérebro de um povo sem cultura e que,
na verdade, não dizem nada. Aliás, dizem sim. Dizem chavões lascivos, sexuais e
perniciosos que são introjetados no cotidiano mental das pessoas. É bem verdade
que a maioria das letras “gospel” também não diz nada. Muitas são aberrações
teológicas. As boas músicas, no carnaval e nas igrejas, estão sendo
deixadas de lado... e faz muito tempo.
Quando uma parturiente chama uma ambulância por ter como
chegar ao hospital... onde ela está? Quando ela aparece, normalmente, a criança
já nasceu no meio da rua ou em um táxi. Quando a mãe desesperada liga por causa
de um filho, marido, vizinho ou mendigo que está passando mal... onde está a
ambulância? Quando aparece, normalmente, o sofrimento já foi demais; quando
não, a morte já chegou. Mas, vi, pela televisão, ambulância à disposição em
todos os lugares... durante toda a folia. É o dinheiro do povo sendo gasto
insensatamente.
Quanto os cofres públicos gastam com o atendimento aos
feridos, aos mortos, aos bêbados, às curetagens em meninas? Quanto custa o
atendimento aos estupros do carnaval? Quanto custam as indenizações por morte e
invalidez? Quanto é gasto anualmente com os tratamentos das DSTs
transmitidas durante o carnaval; onde tudo é permitido em nome da alegria e da
liberdade? Bem... a lista iria muito longe.
Qualquer incidente no carnaval, imediatamente a polícia
aparece com seus garbosos uniformes e cassetetes. Nada contra ela. Aliás, é
dever dela proteger os cidadãos, evitar as brigas, os acidentes e incidentes.
Mas, onde está ela que não propicia segurança no dia a dia da população?
Onde está ela quando os cidadãos são assaltados, maltratados, mortos, roubados,
sequestrados no dia a dia? Por que o policiamento não é ostensivo?
Bem, no carnaval é. Que país injusto é este.
O Código Penal
Brasileiro, através do Art. 233 do Código Penal - decreto-lei 2848/40
explicita, tipifica e dá as penas para ATO OBSCENO. Se o leitor
se interessar, leia todo artigo do Código Penal e vai entender. O fato é que o Ato
Obsceno é punível com detenção de três meses a um ano, ou multa.
Consiste na prática de obscenidade em lugar público, ou aberto ou exposto ao
público. Não quero me estender em definições. O leitor poderá fazê-lo. Todavia,
o que se vê na maioria dos desfiles, nos bailes e correlatos carnavalescos são
atos obscenos. Há exposição de seios, genitálias, nádegas e atos libidinosos em
público; isso sem contar com os “mijões” públicos. E o que dizer dos
prostitutos e prostitutas seminus por estes carnavais afora? Não estou
criticando a estes. Estou criticando o descumprimento da lei em favor da
libertinagem carnavalesca porque os “poderosos” ganham muito dinheiro com o carnaval.
Vão dizer que a lei é retrógrada e antiquada. Então, que se mudem primeiramente
as leis. Enquanto isso um pobre homem foi espancado e preso porque “incomodava”
alguém com sua música em uma calçada. Quanta injustiça.
Quem lucra com o carnaval é o bicheiro, são as cervejarias,
as indústrias de bebidas, os trios elétricos. Aliás, um deles, na Bahia,
importou um sul coreano que canta uma tal de “éguinha pocotó” importada. Você
sabe quanto isso custou? Talvez, por isso, muitos “evangélicos”, também, estejam
aderindo.
Sem medo de errar, no Brasil o carnaval está introjetado na
vida social da maior parte da sociedade, sendo visto com leniência e
cumplicidade. Mas, na verdade, ele tem a conotação de transgressão. A tônica é
a alegria. O “passaporte” é a alegria. Disfarce satânico. Disfarçado de
alegria, o carnaval promove a mais baixa promiscuidade sexual, crianças e
adolescentes são levados à prostituição, a violência nas grandes e pequenas
cidades se exacerba. As drogas lícitas e ilícitas correm soltas e são
consumidas por todas as faixas etárias gerando violência, desconstrução de
valores familiares e sociais.
Quinto Ato. Realmente, creio eu, não vale a pena ao cristão verdadeiro,
enredar-se pelo carnaval. Jesus disse: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os
seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos
forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está
dentro de você são trevas, quão tremendas trevas são”!
Quero, a guisa de rápido comentário pastoral fazer algumas
considerações sobre o papel e valores a que deve ater-se o cristão que preza as
coisas do Seu Senhor (Jesus) e os Seus ensinos inerrantes, eternos, únicos,
imutáveis e que, ao longo da história, têm modificado vidas... sempre pra melhor.
1º.
Quais as obras da carne? “... imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões,
facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como
antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o reino de
Deus”. Veja: imoralidade sexual, impureza, libertinagem, discórdia, dissensões,
orgias e coisas semelhantes...! Isso tudo e muito mais não é próprio do
carnaval? Melhor abster-se do que “não herdar o reino de Deus”. Não que o
cometer essas coisas é o fator que leva ao inferno; mas, os que praticam tais
coisas nunca pertenceram ao Senhor Jesus e, exatamente por isso, não herdarão o
Reino. São evangélicos nominais apenas. Estude com carinho Mateus 7:21-23.
2º. Jesus requer pureza do verdadeiro
seguidor dEle. Só este item daria para escrever um livro. Por isso, apenas faço
algumas considerações em I Coríntios 6:9-20 (leia, por favor, na sua Bíblia).
Interessante que o apóstolo diz no verso 12 “Tudo me é permitido, mas nem tudo
convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine”.
No verso 13 ele continua: “... O corpo, porém, não é para a
imoralidade (veja o que isso significa, grifo meu), mas para o Senhor...”.
E, depois de exortar a que se fuja da imoralidade sexual (verso 18) ele
assevera: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que
habita em vocês, e que vocês não são de si mesmos?”(verso 19).
Tudo depende do alimento que dou ao meu corpo e à minha mente.
Gálatas 5:16-18 informa sobre a luta intensa entre o Espírito que habita no
verdadeiro cristão e a carne (a velha natureza, o velho homem). Se eu alimento
o Espírito, este estrangula os desejos carnais e os imobiliza. Se eu alimento a
carne e seus desejos; além de entristecer o Espírito, este vai ficando sem
poder agir porque Ele dá liberdade ao ser humano, respeitando seu
livre-arbítrio (não me falem no texto de “perda da salvação”). O carnaval, em
hipótese alguma, alimenta as coisas espirituais.
Isto posto, tenho certeza que não vale a pena a qualquer
cristão, verdadeiramente salvo por Jesus Cristo, enredar-se pelo carnaval. A
Bíblia nos incita a que nos afastemos da “aparência do mal”, inclusive. Não
deixe que valores imorais e contrários aos ensinados pela Bíblia sejam semeados
em seu coração e mente.
Sexto Ato. O último. O “Maior Espetáculo da Terra”.
O verdadeiro. Absolutamente, o maior espetáculo da terra de todos os
tempos é bem outro. Volto-me para um pequeno monte nas cercanias de Jerusalém. O
Gólgota. Lá estavam três cruzes. Dimas de um lado, Gestas de outro (nomes,
segundo alguns historiadores) e Jesus Cristo ao centro. Ele estava na cruz do
meio, a maior. A haste da vertical unindo o Pai aos homens. O céu à terra. Na
haste horizontal os braços estendidos de Jesus. Unindo a humanidade. Abençoando
a todos. Ao dar o brado e expirar, Ele carregou o pecado de toda a humanidade,
unindo o céu à terra. O Pai aos homens. Ao dar o brado e expirar, Ele estava,
com Seus braços, abençoando e distribuindo a salvação a todos que se
dispusessem a recebê-la. Esse sim foi o MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA.
O meu Senhor Jesus gotejando Seu sangue precioso por mim e por todos aqueles
que querem usufruir da verdadeira alegria. A paz verdadeira, o amor verdadeiro,
a felicidade verdadeira e eterna.
Gólgota! Cruz! Cristo! Perdão! Amor! Salvação! Este conjunto
sim; foi, é e sempre será o MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA. Amém!

Amém
ResponderExcluirÓtima explanação e explicação. E em vários casos os pais levam os filhos aos bailes infantis, incentivando prematuramente as crianças, criando ciclo perverso.
ResponderExcluirObrigado meu irmão. Que Deus o abençoe ricamente.
ExcluirCarnaval é: micção na rua, furtos, roubos, brigas, bebedeira, poluição sonora, promiscuidade, feridos, mortos.
ResponderExcluirQue espetáculo!
Infelizmente tenho que concordar com o irmão. O pior é que algumas igrejas já estão aderindo. Abraço.
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