O cristão que estuda a
Bíblia sabe que há uma infinidade de textos que sustenta a necessidade de um
permanente avivamento, para que a IGREJA seja “segundo o coração de Deus”. A
finalidade do avivamento é produzir DISCÍPULOS e não MEMBROS de igreja. O
verdadeiro discípulo faz novos discípulos. Ele sabe que sua missão é povoar o
céu. Igreja que não produz novos discípulos, em quantidade e qualidade, perde
sua finalidade e torna-se um mero clube onde as pessoas se reúnem socialmente
pensando, erradamente, que estão servindo a Deus e fazendo a Sua vontade. Ledo
engano. Essa é a razão principal pela qual a maior parte das igrejas hodiernas
está chafurdando e inventando um evangelho anacrônico e dissociado da verdade
bíblica.
Entretanto, para a
finalidade deste texto, será usada uma porção bíblica que, aparentemente, nada
tem a ver com avivamento. Só aparentemente. Essa porção remete a uma profunda
necessidade de reforma espiritual pessoal e, consequentemente, da igreja e da
nação. O cristão é a base da família. Esta é a base da igreja, da sociedade e
da nação. O texto é II Crônicas 7:14 e diz: “... se o meu povo, que se chama
pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus
maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua
terra” (NVI). Observe as palavras sublinhas de propósito. Todas são verbos. Uma
boa exegese exige sempre uma atenção aos verbos de qualquer texto. Verbo SEMPRE
indica ação. Classe de palavras que, do ponto de vista semântico, contêm as
noções de ação, processo ou estado e, do ponto de vista sintático, exercem a
função de núcleo do predicado de qualquer sentença/frase. Portanto, é
fundamental uma análise desses verbos.
O Comentário Bíblico
Moody, volume 2, à página 243 (São Paulo, IBR, 1985), faz a seguinte afirmação
sobre o texto: “Este grande versículo (...), expressa mais do que qualquer
outra passagem das Escrituras, as exigências divinas para uma bênção nacional
(...). Aqueles que crêem devem abandonar seus pecados, abandonar a vida que se
centraliza no ego e submeter-se à Palavra e vontade de Deus. Então, e somente
então, os céus enviarão o reavivamento" (grifo meu).
Claramente Deus
expressa Sua vontade de ir ao encontro das necessidades do povo. Há uma
simples, direta e inequívoca promessa dEle: bênção, alívio ao sofrimento,
proteção e sustentação diante de todas as crises contra os inimigos... porém, o
verso começa com um “se”. Na língua nativa o “se” pode ter função de pronome
pessoal e, também, de conjunção. No texto em apreço é uma conjunção que
expressa subordinação à ação principal; portanto, é condicionante. Em outras
palavras, as bênçãos ficam condicionadas a algumas exigências de quem faz as
promessas (Deus). Ele jamais promete em vão, jamais falha, jamais decepciona
seus filhos. Apenas alguns textos só em Crônicas para exemplificar (II Crônicas
12:6-7; II Crônicas 14:8-15; II Crônicas 18:31).
A IGREJA de Jesus
Cristo que, verdadeiramente, quer fazer discípulos e povoar os céus, precisa
entender que isso só poderá acontecer quando houver um verdadeiro avivamento
dos seus membros. Quando o “povoar os
céus” for o objetivo maior de toda a igreja. Culto, louvor, música, adoração,
comunhão, sociabilidade, teatro, esportes e tudo mais que a igreja programar,
perde todo o sentido bíblico se não visar “povoar o céu”. A ordem de Jesus aos
seus discípulos quando ascendia aos céus foi taxativa: “... Foi-me dada toda a
autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as
nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a obedecer a tudo que eu lhes ordenei...” (Mateus 28:18-20). Veja
a clareza de Jesus: 1. Ele tem toda a autoridade no céu e na terra; 2. Por
isso, Ele pode dar ordem e a dá; 3. Ordena que seus discípulos saiam e façam
novos discípulos; 4. E, também que, após fazerem discípulos, os batizem; 5.
Mas, isso não basta. É preciso que os novos discípulos sejam ensinados a serem
obedientes (veja Lucas 6:46). Enquanto cada discípulo (discípulo e membro de
igreja são coisas absolutamente diferentes) não entender que a missão principal
é fazer discípulo, a igreja não estará pronta para o agir de Deus. Não há
avivamento sem santificação, sem vida purificada, sem obediência irrestrita às
ordens do Senhor. Daí, a necessidade da análise do texto bíblico escolhido para
fundamentar a intenção do assunto “avivamento da igreja”.
O contexto de Crônicas
é o do tempo dos Reis de Israel. A ênfase mais importante daquela nação não foi
de cunho político, econômico ou social... mas, foi o espiritual. A sua história
foi formada e embasada pela ausência ou presença da resposta que a nação deu a
Deus. O autor de Crônicos, como historiador, visa perscrutar o passado para
encontrar resposta que pudesse fazer de Israel uma nação santa e que fizesse
diferença entre os povos. Ele queria tão somente vislumbrar os propósitos de
Deus e encontrar o verdadeiro sentido da existência da nação. O verso em
apreço, por si só, traduz tudo que é necessário para que o povo se libertasse
do seu passado e obtivesse sucesso como nação pertencente a Deus. Hoje, o povo de Deus é a IGREJA. Portanto, da
mesma forma, o texto de II Crônicas 7:14, resume divinamente tudo aquilo que a
IGREJA precisa para promover um verdadeiro avivamento e tornar a nação santa e
abençoada por Deus, afinal “Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o
povo que Ele escolheu para lhe pertencer” (Salmo 33:12 NVI).
- SE O MEU POVO, QUE SE CHAMA MEU NOME... Deus ama Seu povo. Quem é Seu povo? João 1:12 diz: “contudo, aos que O receberam, aos que creram em Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (NVI).
O apóstolo Pedro afirma
quem é o povo de Deus, após Israel rejeitar a Jesus Cristo como Deus: “Vocês,
porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus
(grifo meu), para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a
sua maravilhosa luz” (I Pedro 2:9). No Novo Testamento, a IGREJA é o povo de
Deus. São para igreja as condições para o avivamento. Aqui há uma condição,
“se” e um profundo e inenarrável amor. Amor que, mesmo sendo os seus filhos um
tanto rebeldes e pecadores, Ele dá oportunidade desse povo se reconciliar. Isso
é demonstração de amor profundo. Esse não é um povo qualquer. É a igreja. É o
povo que o chama de Deus criador, sustentador e mantenedor; que o chama de Todo
Poderoso e Senhor dos Senhores; para quem Ele é o Rei dos Reis. É a esse povo
que Deus está falando. E esse povo é a Sua igreja, por quem morreu e
ressuscitou. É a esse povo que Deus quer dar um profundo avivamento para que a
nação se volte para Deus e receba as bênçãos prometidas.
- SE HUMILHAR... O sentido do verbo usado aqui é o bitransitivo e pronominal, ou seja, é quando alguém, algo ou a própria pessoa se torna sujeita a outrem; é submeter-se ou sujeitar-se voluntariamente a outrem.
O texto clássico da
Bíblia sobre o que é ser humilde é o de Filipenses 2:3-8. O outro é sempre
melhor e mais do que eu, independente da minha cultura, formação, fortuna,
família, etc. Mas, o texto em destaque é mais específico ainda. Esse ato de
humilhar-se é, antes de tudo, o de subserviência ao Senhorio do Criador e Todo
Poderoso Deus. Humilhar, no texto, está diretamente relacionado com obedecer a
Deus, reconhecer a dependência de Deus, é viver uma vida de total dependência
de Deus. Humilhar leva a um estado de humilhação, de quebrantamento, de contrição
diante da presença de Deus. “Entristeçam-se, lamentem-se e chorem. Troquem o
riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e Ele
os exaltará” (Tiago 4:9-10 NVI). Isso implica, necessariamente, em
quebrantar-se e chorar diante de Deus, numa confissão de pecados e possa gerar,
genuinamente, mudanças profundas no viver cristão.
Sugiro o estudo de João
15:1-5, quando Jesus ensina o que é ser dependente dEle. Humilhar, também é
arrepender-se da vida cristã medíocre que se tem levado. É esvaziar-se de si e
de tudo que impede o avivamento e encher-se do Espírito. Veja que “humilhar” é
verbo. Verbo exige ação. Portanto, de nada adiante dizer que é pecador e que
está arrependido se, humildemente, não agir demonstrando a Deus seu estado de
humilhação diante dEle. Agir e não falar. Ação é que vai demonstrar o
arrependimento e humildade. JAMAIS EXISTIRÁ AVIVAMENTO SEM ARREPENDIMENTO E
HUMILDADE DIANTE DE DEUS.
- E ORAR... A Bíblia sempre é perfeita. Ela foi inspirada pelo Espírito Santo. Primeiro o arrependimento demonstrado pelo estado de humilhação diante de Deus.
Não adianta orar, sem
que, antes, não tenha havido arrependimento e humilhação diante da cruz de
Cristo. Primeiro se reconhece a prioridade de Deus em TUDO... depois vem a
acessibilidade até Deus por meio da oração. Oração de nada adianta sem o
primeiro estágio: o humilhar-se em arrependimento diante do Rei dos Reis. Orar
é o segundo passo. De nada vale o reconhecimento dos pecados e a humildade...
se não houver a busca de Deus pela oração. Não dá pra viver uma vida estéril,
sem oração. Os cultos nas igrejas – com boas exceções - são pândegos. Muito
show, muita festa, muito cântico, e quase nada de oração. Não se está falando
do culto de oração. Na maior parte deles não é culto de oração. É aquela oração
de “entrar no teu quarto” e derramar-se diante de Deus. É a igreja que se reúne
e ora, ora, ora e ora mais... até aprender a ouvir a voz de Deus. E Deus só
trará o avivamento quando isso acontecer no aconchego do quarto de cada cristão
e na vida diária da IGREJA como um todo. Os pastores, em grande parte, estão
brincando de levar seu povo para um avivamento. O desejo é de postar nas redes
sociais o quanto está fazendo e não o quanto Deus está movendo o coração da
igreja e povoando os céus. JAMAIS EXISTIRÁ AVIVAMENTO ENQUANTO CADA CRENTE E
IGREJA, COMO UM TODO, NÃO SE COLOCAR DE JOELHOS DIANTE DE DEUS.
- BUSCAR A MINHA FACE... Mais um verbo, aqui é transitivo direto, ou seja, a pessoa deve esforçar-se muito até achar ou descobrir o que procura. No caso... Deus!
É preciso lembrar que
toda a perícope começa com “se”, indicando condição para receber as bênçãos
prometidas. Então, buscar a face de Deus é outra, ou, mais uma exigência dEle
para o avivamento. Buscar... é trazer a presença de Deus para a vida do cristão
e da igreja, é buscar o poder absoluto de Deus para a vida pessoal e da igreja
(Salmo 105:3-4). Buscar a face de Deus faz parte de um processo. Os dois
primeiros processos são: humilhar e orar. Não há como se buscar a face de Deus
sem os dois primeiros processos (humilhar e orar). Aqui é o estágio da
verdadeira conversão, quando após reconhecimento e confissão dos pecados, há
uma busca por Deus, por meio da oração. A figura “buscar a face de Deus”
denota, necessariamente, intimidade com Ele. É fazer a Sua vontade de todo
coração. De nada adiante dizer que se está buscando a face de Deus... se essa
busca não resultar em metanoia, em mudança de mente, em transformação concreta,
visível, frutífera.
Quando se ama profundamente
alguém, há uma busca insana para fazer as coisas que possam agradar ao ser
amado. Se isso acontece no plano humano material, quê dizer da busca pela face
de Deus. Claro que a linguagem é figurada, visto que Deus não tem face e
ninguém pode vê-lo. Aqui, é o desejo profundo de que Deus seja real na vida
pessoal e da igreja. Há um preço pessoal a ser pago. Há, por parte da igreja,
uma série de coisas de que ela precisa abrir mão. A inércia, o comodismo, o
modernismo, a falta de profundidade bíblia e teológica e muito mais, precisam
ser jogados na “lata do lixo” do cristianismo sem ação. A igreja não tem
querido Deus o suficiente. A igreja não tem querido pagar o preço... até que
chegue o avivamento. A igreja como instituição divina não pode ver o mover de
Deus porque a maioria dos cristãos parou de procurar a face de Deus. As pessoas
não insistem e procurar a face de Deus até que seja encontrada. Será que há
texto mais claro quando Deus disse ao seu povo, por intermédio de Jeremias:
“Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração (vs.
13 NVI). O desejo de dar um avivamento santo está lá com Deus. Só será dado à
igreja quando esta, verdadeiramente, buscar o que só Ele pode dar. JAMAIS
EXISTIRÁ AVIVAMENTO ENQUANTO CRISTÃOS E IGREJA NÃO BUSCAREM, PROSTRADOS, A FACE
DE DEUS.
- E SE AFASTAR DOS SEUS MAUS CAMINHOS... Após os três primeiros estágios, vem a demonstração visível e sincera da conversão.
Quando se busca a face
de Deus, necessariamente, há mudança de caminhos, de vida. Ninguém que possa
continuar praticando as mesmas coisas ao buscar, de fato, a face de Deus.
Quando o cristão e a IGREJA decidem buscar a Deus e O colocar como prioridade
absoluta em todos os setores da vida, não resta alternativa, a não ser a “sede
de povoar os céus”. A igreja começa a ir “pelos becos e valados” e convidar
todos para a grande festa do Reino de Deus (Lucas 14:15-35).
Jamais, na história do
avivamento, estes aconteceram sem que houvesse pessoas – e igrejas – que se
quebrantaram humildemente diante da face de Deus. Não é a busca hipócrita de
uma religiosidade hipócrita. Mas uma
busca insana de Deus, percorrendo os passos ditos a Salomão em II Crônicas
7:14: humilhar, orar, buscar a face e se afastar dos maus caminhos. Veja o que
aconteceu no grande avivamento sob a liderança de Neemias (cap. 8) e o de
pentecostes (Atos 2). Estude o avivamento no País de Gales sob a batuta de Evan
Roberts; estude o avivamento da Escócia de John Knox. Leia sobre o avivamento
das Ilhas Hébridas (ilhas do noroeste da Escócia) com as mensagens de Duncan
Campbell. Sobre isso ele mesmo escreveu: “O avivamento é nem mais nem menos que
o impacto da personalidade de Jesus Cristo sobre uma igreja ou comunidade. A
área inteira se torna consciente de Deus”. Muitos outros avivamentos que
aconteceram na história seguiram, rigorosamente, o critério de humilhar, orar,
buscar a face de Deus e deixar os maus caminhos.
Ao estudá-los, o leitor
vai perceber que, quase sempre, estava acontecendo um grande chafurdamento
moral e espiritual na comunidade, na igreja, no país. Porventura, não é isso
que está acontecendo com a IGREJA nos dias de hoje? Não é essa a situação do querido
Brasil? Grassa a imoralidade, o desamor, a modernidade... a falta da busca por
Deus. É preciso que o povo que se chama cristão busque a face de Deus e clame:
DEUS! SARA A NOSSA TERRA! JAMAIS EXISTIRÁ AVIVAMENTO ENQUANTO HOUVER FLERTE COM
O PECADO.
- DOS CÉUS O OUVIREI, PERDOAREI O SEU PECADO E CURAREI A SUA TERRA. Ouvirei, perdoarei e curarei... que tríade fantástica, todavia, condicionada a humilhar, orar, buscar a face de Deus e se afastar dos maus caminhos.
Os quatro pés da busca
pelo avivamento (humilhar, orar, buscar e afastar do mal), é uma questão de
decisão pessoal e da igreja. Amar o cônjuge por toda a vida é uma decisão
independente das circunstâncias. Amar a Deus prioritariamente é uma decisão,
independente das circunstâncias. Então, buscar o avivamento é uma decisão,
independente das circunstâncias. Veja que, independente das circunstâncias essa
decisão é tomada antecipadamente. Primeiro tomo a decisão de me humilhar,
depois de orar, após vem a de buscar a face de Deus e abandonar o pecado. Aí
Deus agirá. Não que Ele não possa agir antes. É que foi assim que Ele
estabeleceu. Essa é a condição.
O cristão quer uma vida
santa? Quer buscar o avivamento? É preciso que haja uma decisão antecipada de
um profundo relacionamento com Deus. Não há necessidade, nem possibilidade de tergiversar. A igreja precisa entender
que, simplesmente, é preciso agir. Humilhar, orar, buscar, afastar do mal...
são verbos indicativos da necessidade ação e não de conversa.
Se a igreja quer o
verdadeiro avivamento é preciso, com urgência urgentíssima, começar a agir:
humilhar-se, orar até ouvir Deus agir, buscar intensamente a face de Deus,
afastar de tudo que possa estar afastando a igreja dessa busca e, aí então,
Deus vai mover-se e promover um grande avivamento. O que falta? Verdadeiros
homens e mulheres de Deus que estejam dispostos a pagar o preço para que o céu
se encha! Apocalipse 3:20 foi um recado dado à igreja de Laodicéia (povo de
Deus): “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a
porta, entrarei e cearei com ele e ele comigo”. Deus continua do lado de fora
de grande parte das igrejas. É preciso que estas se humilhem, orem, busquem
mais a Deus e deixe tudo que está impedindo um verdadeiro avivamento que se
estenda por toda nação brasileira. Quando isso acontecer, Deus ouvirá lá dos
céus e perdoará todos os pecados e produzirá cura das pessoas, das famílias,
das igrejas... e de toda a nação! JAMAIS HAVERÁ AVIVAMENTO SEM QUE DEUS OUÇA,
PERDOE E CURE SEU POVO.
Minha oração é: Senhor!
Sara a nossa terra! Ela precisa de um avivamento total. Não são os eventos, os
shows, nem as multidões que produzirão avivamento. Isso depende da minha
atitude intencional, da atitude intencional da igreja em viver aquilo que Deus
deu como condição para o avivamento verdadeiro: humilhar, orar, buscar e
desviar. SENHOR! SARA NOSSA TERRA! AVIVA-NOS! Amém.

