sábado, 9 de fevereiro de 2019

DEUS! SARA NOSSA TERRA (O Avivamento que a IGREJA Precisa) (Parte 1)





Têm-se ouvido amiúde de que a igreja evangélica precisa de avivamento. Verdade! Mas, e daí? Precisar de avivamento e dar condições para um verdadeiro avivamento são coisas diametralmente opostas... pelo menos na prática. Estes artigos vão percorrer esse caminho árido. Primeiro, quando aqui se coloca “a igreja”, não é referência a qualquer denominação de qualquer etiologia. Para este autor “a igreja” aqui, é referência exclusiva à verdadeira igreja firmada sobre a rocha Jesus Cristo. Não há dúvidas que há igrejas verdadeiras – embora sejam pouquíssimas – em qualquer denominação que tem a mensagem centrada exclusivamente na Bíblia e, por isso, Cristocêntrica. Isso implica em ter suas doutrinas hermenêutica e exegeticamente embasadas na verdade da Palavra de Deus. Só aí, escoimam-se milhares delas... infelizmente! (Quem tem inteligência e discernimento para entender... que entenda).  Então, o que NÃO é avivamento:

  • Emocionalismo. Aquele de pouca duração que é produzido apenas pela emoção sensacionalista. Esta termina no primeiro problema que aconteça após a saída do culto.

Emoção nunca foi evidência da presença de Deus, nem de avivamento. Aliás, a Bíblia diz que o culto precisa ser racional (Romanos 12:1 + I Coríntios 14: 09; 33; 40). Há pessoas que saltam, que caem no chão, que rolam, gritam, assoviam, fazem trenzinho e tantas outros descontroles emocionais. É muita criancice espiritual. Há falta de razão espiritual, pois, essas coisas – emocionais – são feitas em nome de um avivamento. Avivamento é encher os céus. 

  • Louvorzão e encontros. Adoração a Deus nada tem a ver com “louvorzões” e encontros.

Podem até ser congruentes... mas, jamais, louvores e encontros por si sós, significam adoração a Deus e, muito menos, avivamento. Os tais “encontros” no monte vêem de mentes que desconhecem a Onipresença de Deus (Jeremias 23:23-32). Os “louvorzões”, quase sempre, é um culto de catarse emocional. Estes fazem tão bem para o racional, quanto um show de um artista famoso, quer seja midiático ímpio ou “gospel”. Avivamento é fazer discípulos e não membros de igreja.

  • Multidão. Este autor nada tem contra multidões adorando a Deus. Totalmente a favor. Mas, o que é que se tem visto?

Normalmente, multidões se ajuntam para o “circo e o pão” (João 6:26; 30), pois não aguentam a verdade pura do evangelho de Cristo (João 6:60; 66). Shows de música gospel com “artistas” que passaram longe da genuína conversão. Milagres e mais milagres para pura exposição midiática, visando dinheiro. Essas multidões querem o pão material do evangelho... mas, não o pão verdadeiro (João 6:35-41). A questão não é a multidão se ajuntando. A questão é a motivação pela qual a multidão se ajunta. Não é para fazer discípulos. Avivamento é fazer diferença na vida das pessoas sob seu raio de influência.

  • Autoajuda. A igreja contemporânea, com honrosas exceções, tem muita palavra de autoajuda e nada de “carregar a cruz”.

O que se busca é prosperidade, é conforto emocional, é a vivência de um evangelho triunfalista que agrade o paladar espiritual da multidão. É a vivência do famoso “mergulhe e pule”. Mergulhe nas promessas e pule as ordenanças. Apenas há a busca das bênçãos... mas, não um compromisso sério com o Senhor de toda bênção. Odeia-se qualquer tipo de exortação. Há muitos melindres. Na verdade é um total desconhecimento do verdadeiro Deus (Oséias 4:6 e 6:3). Avivamento é colocar Deus como prioridade absoluta na vida.

  • Prosperidade. Ninguém é contra a prosperidade. Nem a Bíblia o é. Mas, enquanto a igreja não entender que Deus é melhor que tudo, haverá algo de profundamente errado.

Deus como Senhor e Salvador é para toda a eternidade. Por isso, Deus é muito melhor que bênçãos, que carros, que casas, que a cura de doenças. As pessoas vivem esperando bênçãos como mendigos que estendem as mãos esperando alguma moeda, alguma migalha. Sugiro ao leitor que leia o livro “Caçadores de Deus” (Tommy Tenney)¹. Tenho, pessoalmente, algumas discordâncias do conteúdo e, também, da teologia do avivalista americano. Todavia, é um livro precioso. Ele enfatiza que a igreja moderna vive a procura das mãos de Deus que trazem bênçãos... mas, não está disposta a entrar, buscar a face de Deus. Isso causaria uma tremenda mudança de vida. Poucos estão dispostos a um avivamento. Avivamento requer mudança radical do “modus operandis” da vida de cada pessoa.

  • Abundância de dons. Os dons são pessoais e dada pelo Espírito à cada pessoa... como Ele quer (I Coríntios 12:11). Todavia, somente são válidos se for para edificação/crescimento do Reino de Deus (estude I Coríntios 12).

Se aquele que receber de Deus dons e ufanar-se disso, se auto proclamando espiritual, para nada serve. O avivamento não é individual, precisa ser contagiante a todo o povo. Avivamento é algo muito além do que o uso pessoal de dons específicos. Há um poema de Myrtes Matias que diz que Deus não tem outras mãos senão as minhas. São os dons de cada pessoa que precisam ser unidos para que se busque um santo avivamento. Avivamento é a igreja unida para levar pessoas ao arrependimento. 

Jesus afirmou em Mateus 24:12: “Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará” (NVI). Muitos cristãos entendem ser este texto uma alusão direta ao mundo ímpio. Ledo engano. Desconhecimento do contexto. Todos aqueles que jamais se entregaram a Cristo como Senhor e Salvador têm possibilidade de um esfriamento do amor a Deus. Afinal, jamais O amaram de verdade. O conhecem culturalmente, ou por influência familiar, ou por influência religiosa qualquer. Todavia, somente aquele que teve um relacionamento verdadeiro com Cristo, deixa esfriar esse amor.  São os cristãos verdadeiros, que receberam o amor do Pai que, por fatores diversos, esfriaram esse amor. Foi isso que disse Cristo, pela pena de João, em Apocalipse 2:4: “... você abandonou o primeiro amor”.

Avivamento verdadeiro só acontecerá se a igreja aprender a dependência total de Deus, ou seja, quando cada discípulo entender que é preciso “buscar primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça” (Mateus 6:33). É prioridade absoluta para o senhorio de Cristo. A vontade pessoal precisa ser extirpada para que a soberana vontade de Deus seja plenamente satisfeita em cada cristão. Por isso que Jesus fez a solene pergunta: “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?” (Lucas 6:46). Jesus é “o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8 NVI)... então, por que a maioria das igrejas faz menos falta nas cidades e bairros do que uma padaria que se fecha e a população sente falta do “pão nosso de cada dia”? Falta o avivamento pessoal e da igreja. Simples assim.

Avivamento deve ser o estado permanente da igreja, ensejado pela profusa abundância do Espírito Santo, quando buscado de todo coração. Isso causa o verdadeiro mover do Espírito, energizando a vida espiritual individual e, consequentemente, da igreja. Avivamento é cada cristão anelando e buscando os “frutos do Espírito” (Gálatas 5:16-18; 22-26). Avivamento é produzido por cristãos sedentos de aprender da Bíblia todos os dias e, colocar em prática cada ordem de Jesus Cristo. Avivamento é cada cristão tomando sua cruz, colocar a mão no arado e não olhar para trás... porque os campos estão prontos para a colheita. Avivamento é, acima de tudo, o desejo insano da igreja de povoar os céus, fazendo discípulos e não membros de igreja. 

Tudo isso será impossível sem a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hebreus 12:14). Santificação exige arrependimento e confissão de pecados que leve o cristão a uma vida de total subserviência ao senhorio de Cristo. Verdade é que muitas vidas nas igrejas estão na UTI agonizantes. Estão ingerindo alimento espiritual estragado, anacrônico, inconsistente com a Palavra de Deus. Alimento dado por falsos pastores, apóstolos, bispos e quejandos. Líderes que – conscientes ou não – levam suas “ovelhas” por caminhos ínvios cujo final é o báratro. Somente uma igreja santificada abalará as portas do inferno e o avivamento acontecerá.

Mas, como fazer isso? Quais os meios? Que caminho a Bíblia aponta? Sim, a Bíblia sempre tem a resposta que o verdadeiro cristão precisa. No próximo artigo a Bíblia será conspurcada com mais profundidade para responder: Qual o avivamento que a IGREJA precisa? Amém
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1.      Posso enviar um cópia (ebook) do livro ao leitor. Basta pedir por e-mail ou deixar seu e-mail nos comentários.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O CRIME DE BRUMADINHO E O AMOR DE DEUS



Faz alguns anos escrevi três artigos sobre a tragédia de Santa Maria e o Amor de Deus! Depois disso, tantas outras tragédias aconteceram. Deus colocou no coração deste autor, o desejo de refletir um pouco sobre o que aconteceu em Brumadinho, nas Minas Gerais brasileira. Reli aqueles artigos e constatei que, quase nada mudou. Apenas o cenário e atores são outros. Por isso, aqueles que os leram vão perceber que há muita coisa em comum. Como naquela ocasião, o terreno continua difícil. Verdadeira areia movediça. Não vou me ater a preocupações teológicas mais profundas... apenas algumas reflexões no campo da tragédia e um resvalar por um dos atributos de Deus. Apenas um: o amor de Deus! Imensurável, absoluto, estupefaciente!

Há que se recordar de tragédias da natureza que horrorizaram o mundo: o tsunami no Japão, além de muitas erupções de vulcões e terremotos em vários lugares. Todos eles com um elevado número de mortes. Há que se recordar, também, de tragédias criminosas: a da boate Kiss, no Rio Grande do Sul; a do Gran Circus Norte-americano, em Niterói, no Rio de Janeiro; os incêndios dos edifícios Andraus e Joelma, em São Paulo; o vazamento da Usina de Chernobyl, na Ucrânia; o afundamento do navio Titanic; o caso da TAM, em São Paulo; a queda do avião da chapecoense. Se a lista continuar, ocupará um livro inteiro. Neste exato momento o país se estarrece, novamente, com o incêndio do “Ninho do Urubu”, centro de treinamento do flamengo, com dez mortes e alguns feridos.  

Onde estava Deus na permissão de todas essas tragédias?  Porventura, não é Ele um Deus de amor e que detém todo o poder? Não foi Ele que criou a natureza e tudo que há nela? Não seria isso injustiça de um Deus justo? Essa justiça divina não seria incompatível com Seu amor absoluto? Tragédias – naturais ou criminosas – onde centenas de vida são ceifadas à revelia de suas vontades, não são incompatíveis com o amor de Deus? Por que isso? Parte dessas vidas também não são de cristãos sinceros e devotos de Jeová, o Deus santo e de amor superno? Por que Deus permite tudo isso? Confesso que o cristianismo, e a Bíblia, não oferecem respostas simples ou fáceis a tais questionamentos. Não há consolo para os familiares, parentes e amigos.

Começar pelo começo (redundância intencional)! O que é amor? O dicionário diz que é um substantivo masculino. Diz, também, que é um sentimento de dedicação e afeto para com alguém ou alguma coisa. Os mais conservadores e teológicos diriam que é dividido em amor Ágape, Eros e Filéo. Já, amar é verbo (pode ser: transitivo direto, intransitivo ou pronominal, dependendo do uso que se faz do amor). Verbo indica ação, todos sabemos disso, espero! Amor é sentimento... amar é ação! Veja que diferença abismal e ao mesmo tempo, semelhante. Voltemos ao amor de Deus. Ah! Sobre Brumadinho, espere até o final do texto!

A Bíblia afirma que “Deus é amor” (I João 4:8). Diz, também, que o “amor procede de Deus” (I João 4:7). Então, qual é a evidência maior do amor de Deus? Sem medo de errar: A CRUZ DE CRISTO! Delicie-se no texto de I João 3:16 (NVI) “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós....”. Amar é ação. Amar é isso: alguém dar a vida por alguém. Nada menos que isso! O que o apóstolo João está afirmando categoricamente é que, se não fosse Cristo Jesus e Sua cruz, o mundo jamais saberia o que é, de verdade, o amor. Verdade que eu e você sentimos o amor. Esse é um atributo de Deus que foi dado ou transmitido por Ele aos humanos. Mas esse amor humano é uma gota no oceano do amor de Deus. Só Ele doou Seu Filho Jesus, na cruz. Este é o verdadeiro amor. Ele já demonstrou isso de forma cabal e inexorável. Não precisa provar mais nada para ninguém. O amor de Deus foi, é e sempre será sem segundas intenções. Pureza total. Nenhum dicionário tem o condão de definir o amor de Deus. Quer saber o que é o amor de Deus?  A única resposta possível está no calvário! João é o apóstolo do amor. Outro texto precioso dele é este: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (I João 4:10 NVI). Se Paulo, em Romanos, tem a cruz como demonstração da justiça divina; João – o apóstolo do amor – a usa como manifestação do amor. No verso anterior (9) João afirma que Jesus, e o sacrifício da cruz, são a mais pura demonstração do amor de Deus. E afirma mais: “... para que pudéssemos viver por meio dele”. Viver por meio dele (Jesus)!

Tsunamis, vulcões e outros desastres da natureza estão aí. Muita dor, choro, desespero. A natureza está gemendo e se manifestando de forma furiosa aqui e acolá (Romanos 8:18-22). Desde o apóstolo Paulo – faz mais de 2 mil anos – Deus tem alertado a humanidade do seu pecado, dentre eles, contra a própria natureza criada por Deus (Gênesis 1:1 + Gênesis 1:11-12 + Gênesis 9:2-3 + Jó 12:7-10 + Jó 38:31-41 + Salmo 19:1 + Salmo 24:1-2 + Salmo 89:11-12 + Salmo 95:4-5 + Salmo 104:10-30 + Jeremias 27:5 + Amós 5:8 + Mateus 6:26-30 + Marcos 4:39-41 + Romanos 1:20-25). A humanidade tem se voltado para questões vitais entre o bem e o mal e não se atenta para as questões espirituais, a verdadeira causa, ou seja, a própria humanidade tem depredado a natureza criada por Deus e, por isso, “a natureza geme com dores de parto” (Romanos 8:22). 

O grande problema é que a maior parte da humanidade – incluindo-se os cristãos – embora diga crer em Deus, não faz caso das advertência bíblicas. A humanidade não tem acreditado nos avisos dados por Deus. Veja o caso de Noé e sua arca em Gênesis 6 – 9, ninguém acreditou... até que o dilúvio veio. Ninguém em Sodoma acreditou que Deus a destruiria por causa do seu pecado (Gêneis 19 e 19). Verdadeiramente a humanidade tem pecado em demasia afrontando Deus e a natureza que Ele criou. É o amor ao dinheiro, ao lucro exagerado, ao poder. Deus continua a falar e ninguém escuta. Enquanto isso, as montanhas desabam, os vulcões entram em erupção, os tsunamis avisam para que se cuide da natureza... mas, ninguém presta atenção. A história sempre se repete: rios inundam, ruas alagam, vidas se vão... enquanto a natureza geme pelo pecado e ambição do homem. O pecado humano está ficando cada vez mais fétido e chegando putrefato às narinas de Deus. 

Sou ser humano. Tenho coração e sentimentos. Dói-me muito o sofrimento causado em tantas famílias em função de tamanhas tragédias. Nada mais há a fazer pelos mortos. Sofrem os vivos... e muito. Como ser humano, junto-me a tristeza de todos. Resta pedir a Deus o consolo para as famílias. 

Todavia, não posso me furtar saber separar o fato da tragédia e o fato do amor de Deus. Conhecedor da Palavra de Deus (nem tanto quanto preciso, e ou, gostaria), tenho que saber separar as coisas. E a melhor fonte que conheço é a Bíblia; afinal, ela é a Palavra de Deus. Nisto creio! E isso é definitivo. Volto sempre a ela, pois. 

Tragédias e mais tragédias têm acontecido no mundo todo. Centenas e milhares de pessoas enlutadas, tristes, chorosas todos os dias, em todos os lugares, independentemente de quaisquer tragédias. O número de mortos de uma só vez é que produz a comoção, como em todas as outras tragédias trazidas à tona pela mídia nestes dias. Basta percorrer os baixos de qualquer viaduto em qualquer cidade. Basta adentrar em qualquer favela de qualquer cidade. Basta parar em qualquer esquina cruel de qualquer beco. Basta olhar os rostos esquálidos de crianças em frente a qualquer vitrine de qualquer restaurante. Basta visitar quaisquer hospitais em qualquer lugar do mundo. Basta olhar para a criança suja da minha rua. Basta olhar para as meninas - e meninos também - que são estupradas diariamente, inclusive nas igrejas. Bem... a lista iria longe. As pequenas e individuais tragédias não comovem. Só as grandes.  Mas... grandes ou pequenas, coletivas ou individuais; sempre haverá um coração sangrando, uma lágrima caindo, um sentimento de dor, e ou, de revolta. Antes de perguntar sobre o que Deus está fazendo... eu preciso perguntar: o que é que eu estou fazendo para minorar isso? Que tipo de amor eu tenho, que só me comovo em grandes tragédias? Por que não me comovo com as tragédias particulares que estão ao meu redor no dia-a-dia? Por que nestas pequenas eu não pergunto onde “Deus está?”.  Deus já provou o Seu imenso amor para comigo e para com a humanidade. 

As leis da natureza estão aí e são imutáveis. O homem depreda a natureza, o meio ambiente, o espaço, as águas e não se pergunta: por que faço isso? Não tenho amor pela natureza e pelas pessoas que sofrerão pelas minhas ações?  Os homens constroem verdadeiros labirintos sem escape – e ainda cobram caro -; e ninguém pergunta: essas pessoas não amam? O que é amor ao próximo? As pessoas adentram a esses labirintos buscando trabalho ou diversão, alegria fugaz, bebidas e drogas... sem o devido cuidado de verificar as possibilidades de tragédia, e ninguém pergunta se elas amam a si próprias. Ninguém, ninguém mesmo – e eu sou o primeiro a me incluir – está imune a acidentes, incidentes e tragédias. Mas, a pergunta não pode ser: onde está o amor de Deus. Ele já deu todas as provas do Seu amor. E isso é definitivo.
Concretamente, ninguém está pronto para qualquer tipo de tragédia ou crime. Definitivamente... Mariana, Brumadinho, boate Kiss e tantos outros não são tragédias naturais: são crimes hediondos perpetrados por pessoas que só visam o lucro e ou outros fins inescusáveis. 

Insuflados pela mídia ávida por audiência, as pessoas são levadas a mais comoção e, não poucas vezes, a atitudes que nunca teriam em outras circunstâncias. Não há como não refletir sob todos os ângulos possíveis dessa tragédia criminosa de Brumadinho; mas poucos refletem sobre a brevidade da vida, como afirmou Moisés, no salmo 90. Questionamentos infindos surgem nos momentos de tragédias. Questionamentos que são logo esquecidos... menos pelas pessoas que passaram pelo centro da dor com a perda de pessoas queridas. Dentre esses questionamentos sempre há aqueles que perguntam: onde está Deus e Seu amor nessa hora? É o humano questionando o divino. É o mortal questionando o eterno. É o pecador questionando o Santo. É a criatura questionando o Criador. Seria isso possível? 

Volto até a cruz. No momento de maior angústia de Cristo, derramando suor de sangue Ele questiona o Pai: Por que me abandonou Pai? Não vou entrar em qualquer exegese teológica. Aqui não é o lugar. Qual foi a resposta do Pai? O que Deus disse ao Seu Filho amado? Nada! Absolutamente nada. Ele fez o que tinha que fazer. 

Li, faz alguns anos, um artigo de Alan César Corrêa. Não o conheço, mas gostei do artigo. Faço menção porque ele conta uma história que não tive como checar. Mas, ilustra uma verdade sobre o tema. A história é sobre Clive Staples Lewis (C.S. Lewis). Lewis é uma das minhas leituras prediletas. Segundo o artigo, conta-se que Lewis adoeceu gravemente. Seu enfermeiro disse que queria perguntar a Deus o porquê do sofrimento terrível que Lewis estava passando. O enfermeiro sabia que Lewis era cristão, amava a Deus, era bondoso e ajudava muito a outras pessoas. Então, Lewis, virando-se para seu enfermeiro teria dito: - Sabe o que Deus vai te responder? – Não, respondeu! Então, Lewis assevera categoricamente: - Deus vai te responder: ‘O que te importa’? O que é que Lewis estava dizendo? Estava dizendo que a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12:2) e soberana. E o autor do artigo arremata: “ - ... achava que todo mundo que tivesse fé tinha direito a um milagre, mas vi muita gente de fé sofrer, hoje eu sei que o milagre é exceção e está muito mais relacionado com a vontade de Deus do que com minha fé, e que por mais que eu tenha fé, essa fé não pode mudar Sua vontade, pois Sua vontade é melhor do que a minha”. Não há como discordar. 

É perder tempo procurar por respostas. Deus está acima de tudo e de todos... e, ao mesmo tempo, Ele está aqui, dentro em mim, pela ação do Seu santo Espírito, que me consola, me alimenta e me ajuda a prosseguir confiante de que Seu amor extravasa qualquer sentimento, pois já foi provado na cruz e, a cada dia, seu Espírito derrama no meu coração a certeza de que o Amor de Deus é O AMOR VERDADEIRO. 

Então, vou amar mais a meus irmãos, vou amar mais ao meu próximo, vou estender a mão a quem eu puder fazê-lo; vou colher mais flores, vou amar e cuidar muito bem da natureza ao meu redor, vou fazer mais poesia, vou abraçar mais, vou chorar com os que choram, vou me alegrar com quem estiver alegre, vou ficar em silêncio com quem estiver em silêncio, vou cantar com quem estiver cantando e vou, acima de tudo, amar mais a meu Deus, servindo-O com tudo que sou e possuo; pois Ele demonstrou Seu imenso amor por mim, quando Jesus, Seu Filho amado, morreu na cruz. Não questione Deus! Questione o pecado seu, meu e de todos aqueles que, criminosamente, auferem lucros... sem importar quantos irão morrer em outras Brumadinhos da vida! Amém.



CARNAVAL 2020! O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA!

Neste artigo vou ser mais intimista. Vou usar o pronome na primeira pessoa. Normalmente não falo ou escrevo sobre aquilo que não sei, ...