terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

CARNAVAL 2020! O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA!


Neste artigo vou ser mais intimista. Vou usar o pronome na primeira pessoa. Normalmente não falo ou escrevo sobre aquilo que não sei, não vi ou não conheço. Nunca fui chegado a carnaval. Mas leio sobre ele. Li que ele é o “maior espetáculo da terra”. Neste fim de mês (fevereiro de 2020), acontecerá mais um carnaval. Não vou fazer “retiro espiritual” que, com raras exceções, nada tem de “espiritual”. Vou ficar em casa, quem sabe visitar amigos. Confesso que, em algum ano no passado distante, fiquei algum tempo frente a uma televisão assistindo o desfile de algumas poucas escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. Vi, também, um pouco dos trios elétricos em Salvador e, também, de Recife. Nada mais. 

Espero que nenhum “cristão” me condene por isso. Como disse, preciso ver e conhecer para escrever. Mas... já estou acostumado às críticas. Mario Sergio Cortella em seu livro: “Qual é a tua obra?” diz que possui um crítico de suas obras e eles se “odeiam” faz trinta anos. Por isso mesmo Cortella afirma: “- Eu o respeito, ele me faz crescer. Ele me melhora. Então, que venham as críticas. Elas me melhoram”.  Nada mais sei sobre essa pessoa... nem se está viva. Como numa pela de teatro, quero dividir este texto em alguns atos bem específicos. Peço que leia com muita atenção o quinto e o sexto ato (os últimos)! Eles são os mais importantes. 

Primeiro Ato. Quando vi o desfile, principalmente o do Rio de Janeiro, pela TV, fiquei fascinado, extasiado. Obra prima. Arte pura. Dedicação. Que espetáculo grandioso de arte criativa. Como pode sair da cabeça de um carnavalesco tanta criatividade? Como é que milhares de pessoas dedicam-se meses a fio a ensaios para que saia tão deslumbrante espetáculo? Amor... é a resposta!

Milhares de empregos durante todo o ano. Verdadeira indústria do entretenimento. Não há distinção de raça, credo, cor, ideologia. Movimento fenomenal de turismo. Hotéis, restaurantes, casas de aluguel... tudo lotado. Gente de quase todos os países. Verdadeiramente um espetáculo. Quanta dedicação, quanta garra! Não há cansaço, não há dor, não há limites. Tudo feito em nome do amor ao “maior espetáculo da terra”! Ah! Se isso também fosse real no cristianismo. 

Segundo Ato. Qual ou quais as origens do Carnaval, que é tido como “O Maior Espetáculo da Terra”? Ele é uma festa brasileira? Quando começou? Bem, pesquisei e não cheguei a uma conclusão definitiva. Os historiadores se divergem. Fato é que, independentemente do real princípio, o carnaval remonta a antiguidade longínqua. Vejamos algumas pesquisas. 

Lídia Carvalho, que mora em Americana/SP – ela é cristã evangélica – traz as seguintes informações (ipsis líteres): "Originários dos ‘Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã’, o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osíris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega. Dionísio era o deus do vinho e das orgias”. 

No Site “Brasil Escola” encontrei o seguinte: “Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a. C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d. C. É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo ‘adeus à carne’ ou do latim ‘carne vale’ dando origem ao termo ‘carnaval’. (...) Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. (...) A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba”.

O dicionário Wikipédia acrescenta a seguinte informação: “A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão ‘carnis valles’, que, acabou por formar a palavra ‘carnaval’, sendo que ‘carnis’, em latim, significa carne e ‘valles’ significa prazeres”.

No site TERRA, sob o título “Origens do Carnaval: conheça as raízes e os símbolos da festa” e no subtítulo “Desforra no carnaval para esperar a Páscoa”, extraí o seguinte texto, ipsis líteris: “Com a consolidação do cristianismo, a Igreja tentou combater inúmeras festas pagãs - o que não funcionou com o carnaval”. A retomada veio em 604, quando o Papa Gregório I estabeleceu, no calendário eclesiástico, a quaresma, período de jejum e recolhimento físico e espiritual durante os 40 dias que antecediam a Páscoa. Com isso, ficou estipulado que o carnaval seria comemorado nos três dias imediatamente antes do início da quaresma, como uma última chance de se aproveitar dos prazeres da carne. Mais tarde, no século 11, o Papa Urbano II decretou o tempo oficial do período do jejum: da quarta-feira de cinzas até o domingo de Páscoa. Assim, na chamada terça-feira gorda, era permitida a realização de grandes bailes e banquetes, e o clima de subversão e inversão de valores era uma marca forte da festa. "Tanto povo quanto elite absorvem esses três dias como forma de ludibriar o momento de privação", detalha a pesquisadora de Carnaval e Cultura Popular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e julgadora de alegorias e adereços dos desfiles do Grupo Especial do RJ, Helenise Monteiro Guimarães. Não sei se ela continua exercendo tal função no carnaval carioca. 

Não tenho interesse de pesquisar mais sobre as origens do carnaval. O que me interessa é algo mais profundo. A realidade inequívoca é que a festa existe, está aí e dificilmente vai mudar em alguma coisa. Minha preocupação é como os “filhos de Deus” da nova geração estão vendo o carnaval. Nenhum cristão em sã consciência pode ignorar o fato de que os evangélicos estão aderindo, e ou, tolerando perigosamente os efeitos do carnaval. 

Terceiro Ato. Argumentações evangélicas pró-aceitação do carnaval existem muitas. Que o digam os blocos de carnaval evangélicos. Alguns argumentam que o carnaval é uma legítima festa brasileira e cheia de alegria; portanto, não podemos desdenhar dela. Outros dizem aquilo que já coloquei lá no início: é uma festa linda e cheia de arte. Os mais “espirituais” entendem que é uma excelente ocasião para a evangelização. Você conhece o bloco “mocidade dependente de Deus?”, do Rio de Janeiro? Você conhece o bloco “As muquiranas? (neste, os homens saem vestidos de mulher)”. São blocos evangélicos ou sob a liderança – nominal - de evangélicos. O primeiro é de um pastor, o segundo de um casal de artistas que se diz evangélico. Vou citar mais alguns já conhecidos. Apenas citar. Cada qual tire suas conclusões. Para conhecê-los melhor existe o Google. Não vou perder meu precioso tempo discorrendo sobre tais blocos. Ei-los (apenas alguns): “Semente do Amanhã (Rio de Janeiro)”; “Marcha Celebrai a Cristo (São Miguel dos Campos/AL)”; “Cara de Leão (Itaboraí/RJ, igreja Projeto Vida Nova)”;” Celebração da Unidade – Espiritual 2013 (Trio elétrico que saiu no circuito Dodô, em Salvador/BA)”; “Bloco Sal da Terra (Salvador/BA, Igreja Batista Missionária Independente)”; “Bloco Gospel Bola de Neve”, cujos abadás recebem o pomposo nome de ‘vestes de louvor; “Sou Cheio de Amor” da Igreja Batista Atitude da Barra, RJ; “Bloco IDE”, de SP. Há muitos outros. Todos sabemos de grupos – como a JOCUM, por exemplo – e igrejas que fazem alguma atividade específica em meio à folia no afã de evangelização. Não quero julgar... todavia, ainda não vi, de forma real e palpável, os resultados disso para o Reino nesses anos todos. Alguns desses blocos já fazem isso no carnaval faz mais de 20 anos. 

O jornalista Tiago Chagas publicou, faz alguns anos, a seguinte notícia no site “Gnotícias Gospel” sobre a cantora “evangélica” baiana Claudinha leite ao repreender foliões que se envolveram numa confusão: “o carnaval é coisa de Deus”. (...) - “O que é isso? Tenham consciência! Carnaval é na paz! Não quero cordeiro do meu bloco fazendo esse tipo de coisa! Não venham fazer bagunça na casa de meu Pai! Carnaval é coisa de Deus! Isso é um absurdo! Quero atendimento médico aqui ao lado do trio para esse rapaz! Eu sei quem foi. Não vou esquecer o rosto de quem fez essa covardia. Vamos brincar na paz”. Bem que alguém já disse que “o que dá pra rir... dá pra chorar”. 

Quarto Ato. Qual o custo do carnaval? Custo moral, familiar, financeiro, espiritual... e você pode acrescentar outros. Levando em conta que, com a quase nova lei seca, houve redução verdadeira nos acidentes, alguns números ainda são estarrecedores. Os dados que passo são APENAS das estradas federais. Para ter os dados das estradas estaduais e municipais, teria que acessar cada Estado e cada cidade do Brasil. Então, imagine a realidade nua e crua. São dados oficiais de 2019 (último carnaval). Vale lembrar que, em 2018 e 2019, por causa da “lei seca” e uma maior efetividade da Polícia Rodoviária Federal, o número de mortes caiu em mais de 30% (trinta por cento). Eis os números:

1157 acidentes. 83 mortes. 1464 feridos. 1.959 autuações por embriaguez ao volante. 63.313 autos de infração.  8.542 flagrantes de ultrapassagens indevidas que, segundo a polícia, estão entre as principais causas de colisões frontais. Ainda em relação a flagrantes, houve 5.206 autuações por falta do uso de cinto de segurança. 1.040 pessoas pilotando motocicletas sem o uso de capacete, além de 846 crianças transportadas sem os cuidados necessários. 956 quilos (kg) de maconha e quase 152 kg de cocaína foram apreendidos. Segundo os dados, 23 armas de fogo, 699 munições e 121.650 maços de cigarro foram apreendidos, 82 veículos foram recuperados e 673 pessoas foram presas por diversos crimes. (https://veja.abril.com.br/brasil/mortes-em-estradas-federais-caem-19-no-carnaval-de-2019/)
Somadas todas as mortes durante o carnaval em todos os Estados, o número de mortos extrapolou em muito ao número de mortos da tragédia/crime da Boate Kiss, cidade de Santa Maria/RS e, também, da tragédia/crime de Mariana, em Minas Gerais, além de tantas outras.  Na Boate Kiss, em Mariana, em Brumadinho, na toca do Urubu (flamengo) e outros; estão tentando achar os culpados da forma mais absurda possível. Mas, a comoção foi nacional. A mídia jogou todos seus focos sobre essas tragédias (sic). Fora as mortes, no carnaval, há centenas de pessoas acidentadas, drogadas, estupradas, assaltos, assassinatos... tragédia total. Mas, vale tudo em nome da alegria. Não há comoção nacional. Afinal, no carnaval morre-se em nome da alegria. 

O carnaval de muito antanho era uma festa popular. Faz muito tempo que deixou de sê-lo. Virou negócio de ricos. Quem é que adentra os camarotes VIPs? Com certeza não é o povão. E as festas privadas quanto custam? Não é para o bolso popular. Um abadá pode chegar a R$ 4.000,00 (quatro mil reais). Festa popular? Como? Quem pode pagar isso? Não é o povão. O camarote pode chegar a R1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) por dia. Quem pode pagar isso? Definitivamente não é festa popular.  Na Bahia, nos circuitos, as ruas são fechadas pela polícia. Quem pode entrar? Quem estiver com abadá. Você já sabe os preços. Então... isso não é festa popular. Chamam os abadás de “passaporte da alegria”. Bem, então só os ricos podem ter alegria. Coitada da festa popular. 

Fora isso, até 2018, o poder público, entrava com o rico dinheirinho dos pobres – impostos que todos pagamos – para dar aos ricos. Será que isso também acontecerá no carnaval 2020?. A promessa é que não. Esperar para ver. Artistas e cantores recebem – e muito – para estarem, cantarem ou promoverem o carnaval. Milhões são gastos... ou eles não sobem ao palco, com honrosas exceções. Fora isso, as músicas – quase todas – não passam de bobagens. Letras chicletes que grudam no cérebro de um povo sem cultura e que, na verdade, não dizem nada. Aliás, dizem sim. Dizem chavões lascivos, sexuais e perniciosos que são introjetados no cotidiano mental das pessoas. É bem verdade que a maioria das letras “gospel” também não diz nada. Muitas são aberrações teológicas.  As boas músicas, no carnaval e nas igrejas, estão sendo deixadas de lado... e faz muito tempo. 

Quando uma parturiente chama uma ambulância por ter como chegar ao hospital... onde ela está? Quando ela aparece, normalmente, a criança já nasceu no meio da rua ou em um táxi. Quando a mãe desesperada liga por causa de um filho, marido, vizinho ou mendigo que está passando mal... onde está a ambulância? Quando aparece, normalmente, o sofrimento já foi demais; quando não, a morte já chegou. Mas, vi, pela televisão, ambulância à disposição em todos os lugares... durante toda a folia. É o dinheiro do povo sendo gasto insensatamente. 

Quanto os cofres públicos gastam com o atendimento aos feridos, aos mortos, aos bêbados, às curetagens em meninas? Quanto custa o atendimento aos estupros do carnaval? Quanto custam as indenizações por morte e invalidez?  Quanto é gasto anualmente com os tratamentos das DSTs transmitidas durante o carnaval; onde tudo é permitido em nome da alegria e da liberdade? Bem... a lista iria muito longe. 

Qualquer incidente no carnaval, imediatamente a polícia aparece com seus garbosos uniformes e cassetetes. Nada contra ela. Aliás, é dever dela proteger os cidadãos, evitar as brigas, os acidentes e incidentes.  Mas, onde está ela que não propicia segurança no dia a dia da população? Onde está ela quando os cidadãos são assaltados, maltratados, mortos, roubados, sequestrados no dia a dia?  Por que o policiamento não é ostensivo?  Bem, no carnaval é. Que país injusto é este. 

O Código Penal Brasileiro, através do Art. 233 do Código Penal - decreto-lei 2848/40 explicita, tipifica e dá as penas para ATO OBSCENO. Se o leitor se interessar, leia todo artigo do Código Penal e vai entender. O fato é que o Ato Obsceno é punível com detenção de três meses a um ano, ou multa. Consiste na prática de obscenidade em lugar público, ou aberto ou exposto ao público. Não quero me estender em definições. O leitor poderá fazê-lo. Todavia, o que se vê na maioria dos desfiles, nos bailes e correlatos carnavalescos são atos obscenos. Há exposição de seios, genitálias, nádegas e atos libidinosos em público; isso sem contar com os “mijões” públicos. E o que dizer dos prostitutos e prostitutas seminus por estes carnavais afora? Não estou criticando a estes. Estou criticando o descumprimento da lei em favor da libertinagem carnavalesca porque os “poderosos” ganham muito dinheiro com o carnaval. Vão dizer que a lei é retrógrada e antiquada. Então, que se mudem primeiramente as leis. Enquanto isso um pobre homem foi espancado e preso porque “incomodava” alguém com sua música em uma calçada. Quanta injustiça.

Quem lucra com o carnaval é o bicheiro, são as cervejarias, as indústrias de bebidas, os trios elétricos. Aliás, um deles, na Bahia, importou um sul coreano que canta uma tal de “éguinha pocotó” importada. Você sabe quanto isso custou? Talvez, por isso, muitos “evangélicos”, também, estejam aderindo. 

Sem medo de errar, no Brasil o carnaval está introjetado na vida social da maior parte da sociedade, sendo visto com leniência e cumplicidade. Mas, na verdade, ele tem a conotação de transgressão. A tônica é a alegria. O “passaporte” é a alegria. Disfarce satânico. Disfarçado de alegria, o carnaval promove a mais baixa promiscuidade sexual, crianças e adolescentes são levados à prostituição, a violência nas grandes e pequenas cidades se exacerba. As drogas lícitas e ilícitas correm soltas e são consumidas por todas as faixas etárias gerando violência, desconstrução de valores familiares e sociais. 

Quinto Ato. Realmente, creio eu, não vale a pena ao cristão verdadeiro, enredar-se pelo carnaval. Jesus disse: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, quão tremendas trevas são”! 

Quero, a guisa de rápido comentário pastoral fazer algumas considerações sobre o papel e valores a que deve ater-se o cristão que preza as coisas do Seu Senhor (Jesus) e os Seus ensinos inerrantes, eternos, únicos, imutáveis e que, ao longo da história, têm modificado vidas... sempre pra melhor. 

. Quais as obras da carne? “... imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus”. Veja: imoralidade sexual, impureza, libertinagem, discórdia, dissensões, orgias e coisas semelhantes...! Isso tudo e muito mais não é próprio do carnaval? Melhor abster-se do que “não herdar o reino de Deus”. Não que o cometer essas coisas é o fator que leva ao inferno; mas, os que praticam tais coisas nunca pertenceram ao Senhor Jesus e, exatamente por isso, não herdarão o Reino. São evangélicos nominais apenas. Estude com carinho Mateus 7:21-23.

2º.  Jesus requer pureza do verdadeiro seguidor dEle. Só este item daria para escrever um livro. Por isso, apenas faço algumas considerações em I Coríntios 6:9-20 (leia, por favor, na sua Bíblia). Interessante que o apóstolo diz no verso 12 “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine”. No verso 13 ele continua: “... O corpo, porém, não é para a imoralidade (veja o que isso significa, grifo meu), mas para o Senhor...”. E, depois de exortar a que se fuja da imoralidade sexual (verso 18) ele assevera: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, e que vocês não são de si mesmos?”(verso 19). 

Tudo depende do alimento que dou ao meu corpo e à minha mente. Gálatas 5:16-18 informa sobre a luta intensa entre o Espírito que habita no verdadeiro cristão e a carne (a velha natureza, o velho homem). Se eu alimento o Espírito, este estrangula os desejos carnais e os imobiliza. Se eu alimento a carne e seus desejos; além de entristecer o Espírito, este vai ficando sem poder agir porque Ele dá liberdade ao ser humano, respeitando seu livre-arbítrio (não me falem no texto de “perda da salvação”). O carnaval, em hipótese alguma, alimenta as coisas espirituais. 

3º. Ciclo perverso. Um leitor fez um comentário que concordo: “Em vários casos os pais levam os filhos aos bailes infantis, incentivando prematuramente as crianças, criando ciclo perverso”. Fora isso há milhares de absurdos como: “micção na rua, furtos, roubos, brigas, bebedeira, poluição sonora, promiscuidade, feridos, mortos. Que espetáculo”... completa outro amigo.

Isto posto, tenho certeza que não vale a pena a qualquer cristão, verdadeiramente salvo por Jesus Cristo, enredar-se pelo carnaval. A Bíblia nos incita a que nos afastemos da “aparência do mal”, inclusive. Não deixe que valores imorais e contrários aos ensinados pela Bíblia sejam semeados em seu coração e mente. 

Sexto Ato. O último. O “Maior Espetáculo da Terra”.  O verdadeiro. Absolutamente, o maior espetáculo da terra de todos os tempos é bem outro. Volto-me para um pequeno monte nas cercanias de Jerusalém. O Gólgota. Lá estavam três cruzes. Dimas de um lado, Gestas de outro (nomes, segundo alguns historiadores) e Jesus Cristo ao centro. Ele estava na cruz do meio, a maior. A haste da vertical unindo o Pai aos homens. O céu à terra. Na haste horizontal os braços estendidos de Jesus. Unindo a humanidade. Abençoando a todos. Ao dar o brado e expirar, Ele carregou o pecado de toda a humanidade, unindo o céu à terra. O Pai aos homens. Ao dar o brado e expirar, Ele estava, com Seus braços, abençoando e distribuindo a salvação a todos que se dispusessem a recebê-la.  Esse sim foi o MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA. O meu Senhor Jesus gotejando Seu sangue precioso por mim e por todos aqueles que querem usufruir da verdadeira alegria. A paz verdadeira, o amor verdadeiro, a felicidade verdadeira e eterna.

Gólgota! Cruz! Cristo! Perdão! Amor! Salvação! Este conjunto sim; foi, é e sempre será o MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA. Amém!

CARNAVAL 2020! O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA!

Neste artigo vou ser mais intimista. Vou usar o pronome na primeira pessoa. Normalmente não falo ou escrevo sobre aquilo que não sei, ...