quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A IGREJA MODERNA E A TEOLOGIA DO MERGULHE E PULE!


Mergulhe e pule! Parece que o assunto é piscina... mas, não é. Até porque, se fosse sobre piscina, deveria ser “pule e mergulhe” e não “mergulhe e pule”. É sobre igreja mesmo. A igreja moderna, dos dias atuais. Aquela igreja que vive abarrotada de gente que sabe muito bem mergulhar nas promessas existentes na Bíblia e pula as ordens e mandamentos divinos. Gente que sabe exigir e determinar... mas, que vive longe da obediência e fidelidade. Este é o problema... ou solução!

Faz cerca de dois mil anos que Jesus, seus discípulos e os apóstolos perpetuaram em livro – a Bíblia – a vontade de Deus e todo conhecimento possível sobre Ele. Foram homens inspirados por Deus. O Espírito Santo veio para, dentre outras atividades, iluminar Seus filhos no conhecimento de toda a verdade (João 14:16-17; João 15:26-27; João 16:08-11).

Vinte séculos depois, os ensinos de Jesus, nunca foram tão deturpados. Toda uma geração de cristãos está sendo vitimada por um ensino caótico, pobre, sem padrão moral, sem teologia bíblica, sem doutrina salutar e, por isso mesmo, alheia à Bíblia. Por isso, o cristianismo evangélico sofre de nanismo espiritual. É uma espécie de hipodesenvolvimento espiritual acentuado, atribuível exatamente pela ingestão de “alimento estragado” por hermenêuticas nauseabundas. O resultado é um crescimento (quando há) atrofiado. Quase sempre esse nanismo produz uma suspensão de qualquer crescimento espiritual. Os “ventos de doutrina” se tornam facilmente assimiláveis. 

Os “ventos de doutrina” se tornam palatáveis. Afinal, eles não exigem quase nada. Não há a conscientização do que seja “pertencer a Jesus Cristo”. As pessoas “aceitam a Jesus”... mas, não “recebem a Jesus” como Senhor. Ele é tão somente salvador... sem ser senhor. Portanto, não há servidão a Ele e, muito menos, o senhorio de Cristo. Os cristãos vivem e fazem da Bíblia uma simples “caixinha de promessas”.  É a “Teologia do Mergulhe e Pule”. Nesta só existem promessas... e nenhum mandamento. Mergulha-se nas promessas e pulam-se os mandamentos! A igreja de Corinto foi exemplo de igreja que não tinha maturidade cristã. 

Há igrejas e pastores produzindo cristãos de verdade. São poucos, é verdade... mas existem. Todavia, a maioria nasce espiritualmente nanomélica. Isso acontece porque o interesse é esse mesmo: a produção de sub cristãos, levados por “ventos de doutrina” produtores das teologias vicejantes e que grassam o cenário cristão. Há interesses latentes financeiros, e ou, de poder; subjacentes ao evangelho sadio. Nem de longe estou falando de “modernismo”, mas de um cristianismo que se diz ortodoxo... mas, os fins são escusos. Quem tiver inteligência espiritual para entender... que entenda!
Os cristãos se “auto medem”, se “auto avaliam” à luz de pastores, bispos, apóstolos e, até, querubins humanos. Veja aonde se chegou! Longe demais em tantas heresias. A qualidade espiritual quedou-se drasticamente. A busca pela maturidade no Espírito resume-se a “encontrões”, “louvorzões”, “subidas ao monte”, “cânticos putrefatos teologicamente”. Verdadeiras catarses espirituais que se esboroam na primeira crise da segunda-feira. Sem entrar na famigerada “teologia da prosperidade”; essa sim, verdadeiro “ópio” espiritual. 

Que dizer de músicas – aberrações teológicas – como “sabor de mel”?  onde, dentre outras incoerências teológicas e erros linguísticos, afirma que “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção, vão se arrepender. Vai estar entre a plateia e você no palco. Vai olhar e ver Jesus brilhando em você”. E a famosa “raridade”, onde se lê: “Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor. Você é precioso, mais raro que o ouro puro de ofir”. Há uma música intitulada “Quem Tem Promessas de Deus Não Morre”, onde o refrão diz: “Não morrerei enquanto a promessa não se cumprir. Quem tem promessa de Deus não morre não”. A música “A Batalha do Arcanjo”, é, talvez, a pior de todas em termos de absurdos, não sobrando quase nada que seja bíblico. Fora coisas como: “Fogo no Pé Vai Ser Comido de Bicho”, que é digna de risos.. e nada mais. Nem vale a pena explicar mais e ou pedir para ler textos bíblicos claros contra essas letras (Romanos 7; Salmo 14; Isaías 64; Hebreus 11:13, 39; Mateus 5-7; e tantos outros). O negócio desses autores e cantores é mergulhar nas promessas e pular os mandamentos e ordens. E o grande sucesso diz claramente sobre o conhecimento bíblico do chamado “povo de Deus”. 

A igreja imita o mundo e a recíproca não é verdadeira! A alegria no Senhor foi substituída pela alegria do “vamos pular” e outras aberrações vividas nos “palcos” cristãos. A verdade é que o cristianismo não mais produz santos, com raras exceções. Não há busca por santificação, até porque, para isso, é necessário um profundo reconhecimento das mazelas pessoais – os pecados – que hoje possuem nomes sofisticados. Dizer pecado é pecado, nessas lides!

Jesus, e tão somente Ele precisa voltar a ser padrão de medida para a igreja. O resto precisa ser tirado de cena. Hoje, digo novamente, os holofotes estão sobre os homens, sobre líderes (sic), sobre astros (sic) e não sobre Jesus e sua cruz. Há muita midiolatria, pastorlatria, apostolatria, missiolatria, igrejalatria e até bibliolatria (perdoem-me se essas palavras não existem... mas, deveriam existir). Jesus, e tão somente Ele, tem que nortear a Palavra e a Ação da igreja. 

Isso remete este autor ao poderoso sermão de Pedro perante o Sinédrio (Atos. 4:1-12), após ter curado um aleijado na porta Formosa do templo em Jerusalém (Atos 3:1-10). No meio do seu sermão pregado no Pórtico de Salomão (Atos 3:11-26) Pedro é preso. Motivo? Veja 4:2 NVI: “Eles estavam muito perturbados porque os apóstolos estavam ensinando o povo e proclamando em Jesus a ressurreição dos mortos”. Eles estavam incomodando as autoridades religiosas, os doutores da lei, os donos do templo. A igreja fazia diferença na vida do povo. Havia poder dado pelo Espírito Santo (4:8). Pedro e os apóstolos não tinham medo. Aqui, Pedro tocava nas feridas dos religiosos. Acusava-os de terem crucificado a Cristo, ensinava-os sobre a “pedra angular que os construtores rejeitaram”. Indicava que fora de Cristo não haveria salvação (4:12). Pecado era pecado... e ponto final. Estava Pedro afirmando que o foco era Cristo e somente Ele. Que o centro da mensagem era Cristo e a sua cruz. Pedro - e os apóstolos – mergulhavam nas promessas... mas, também, mergulhavam nas ordens e todas as dificuldades que elas poderiam trazer. 

Hoje a igreja está ensimesmada. Para dentro. Enclausurada. No Novo Testamento não era assim. Um dia ouvi um pregador (não me lembro quem) dizer sobre a MALDIÇÃO DOS TEMPLOS. Estes aprisionam o evangelho. A igreja diz: Venham! Jesus disse: Ide!  Que aprendamos com John Knox que orava incessante: “Deus, dá-me a Escócia ou eu morro”. Ele produziu o grande avivamento escocês, que a maioria dos cristãos não sabe nem o que significa. – Deus, dá-nos homens e mulheres de Deus que queiram se aprofundar no conhecimento do Senhor Jesus e paguem o preço da produção de um verdadeiro avivamento espiritual bíblico nestas plagas brasileiras. Amém!


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

DE PASTORES E DE HERÓIS!



Não sei ao certo se são heróis ou super-heróis! O mundo está cheio deles. Pobre da sociedade que precisa de heróis, super-heróis ou ídolos! O ser humano busca aquilo que não é – e gostaria de ser - em outros seres humanos que considera heróis. Quando criança eu também tinha meus heróis. Cresci, amadureci, aprendi e entendi definitivamente o que significa ter heróis e ídolos humanos... é para os fracos. Quem – da minha idade - não se lembra do Zorro? Do Capitão América? Do Fantasma? Mais modernamente há o Batman, o Homem Aranha e tantos outros. 

Outros colocam seus ideais em líderes políticos. Foi assim com Hitler, Mussoline, e tantos mais. Hoje alguns políticos brasileiros continuam sendo idealizados como super-heróis também. E no meio evangélico? Há pessoas – uma multidão – que não daria sua vida por Jesus... mas a daria por alguns “super-heróis” pastores, apóstolos, bispos ou querubins que estão se enriquecendo a custa da ignorância bíblica dos “fiéis”. Fiéis a esses astros... não a Jesus. Ao depositar sua fé e esperança em heróis humanos perpetua-se uma ideologia satânica, onde se pensa que uma só pessoa resolve tudo. Esquece-se que esse “ídolo” é humano, portanto feito, também, de barro.

Idealiza-se um mundo utópico, quimérico, ideal! Ele simplesmente não existe. Veja que o Criador em Sua sabedoria fez o humano diferente dos outros animais. O boi, o cavalo, a cabra, ao nascerem, já saem andando. Dentro de poucas horas estarão providenciando o próprio alimento. Com os humanos não é assim. Foram feitos para socialização e dependência. A criança, ao nascer, se não tiver cuidados – e muitos – , jamais chegará a ser adulto. E quando adulto vai sempre viver na dependência de trabalhos alheios.  Ninguém é uma ilha. Todos fazem parte de um processo muito bem estruturado de dependência uns dos outros. Super... há um só! Deus!

O maior teólogo de todos os tempos e, em consequência, o maior intérprete de Jesus e do verdadeiro cristianismo, foi o apóstolo – o verdadeiro – Paulo. Ele encontrou essa situação na igreja de Corinto. Lá uns idolatravam a Apolo, outros a Paulo, talvez outros a Pedro.  Mas, não “idolatravam” a Jesus. Basta ler I Coríntios 3.  Então, de forma contundente, Paulo afirma: “Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem fez crescer; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus que efetua o crescimento” (I Co. 3:5-7 NVI).

Paulo estava lidando com uma igreja cheia de humanos, como são todas as existentes desde sempre. Lá havia dissensões, inveja, brigas. O foco principal dos crentes de Corinto era bem outro do verdadeiro. Havia uma disputa interna pra saber quem era o maioral: Apolo ou Paulo. E Cristo? Hoje, há uma renhida briga entre os milhares de fãs pra saber quem é o maior: Bispo X (há tantos), apóstolo V, missionário R, pastor S, querubim tal. Nada mudou. A ignorância e desconhecimento de Deus e de Sua palavra é crassa. Por caminhos ínvios o mundo evangélico tem andado.

Todo e qualquer líder é feito da mesma massa que todos os seres humanos. Portanto, pecadores, falhos. Líderes espirituais são – ou deveriam ser – apenas SERVOS. Servos de Deus e da sua igreja. É isso que Paulo ensina claramente no texto de I Coríntios 3.  Nem o que plantou, nem o que está regando são coisa alguma. Ah, se as pessoas escutassem o que Paulo ensinou... o mundo cristão seria diferente.

A mim me parece que esses tais sofrem aquilo que a psicologia chama de “Complexo de Messias”. Acho que alguns desses, que são psicólogos, faltaram à aula nesse dia. A enciclopédia Wikipédia diz o seguinte: “Complexo de messias é um estado psicológico no qual o indivíduo acredita ser ou estar destinado a se tornar o salvador de algum campo de atuação específico, grupo, evento, período de tempo ou até mesmo do mundo inteiro. Afligidos pelo Complexo de Messias louvam sua própria glória ou alegam absoluta confiança em seus próprios destinos e capacidades e nos efeitos que terão sobre um grupo de pessoas ou aspecto da vida. Em alguns casos o Complexo de Messias pode estar associado à esquizofrenia, onde a pessoa ouve vozes, tem alucinações e acredita que é Deus, espíritos, anjos, deuses ou outros que falam com ele; o que, na visão da pessoa, confirmaria sua messianidade. Nos casos mais graves, pessoas com Complexo de Messias podem se ver literalmente como Messias espirituais/religiosos com poderes transcendentes e destinados a salvar o mundo”.

O ditador Hitler desenvolveu o Complexo de Messias. Isso se tornou em fobia contra os judeus, quando percebeu que a Alemanha piorava sua situação na Segunda Guerra Mundial. Em abril de 1942 foi redigida a “Solução Final”; medida que acentuou o extermínio em massa dos judeus.  Transcrevo “ipsis líteres” do site TERRA: “Os analistas do serviço secreto notaram um estado de paranoia nos discursos de Hitler e uma crescente preocupação em acabar com uma população que o político alemão via como a encarnação do diabo. O documento, escrito pelo acadêmico da Universidade de Cambridge Joseph MacCurdy, foi encontrado nos arquivos dos familiares de Mark Abrams, um cientista social que trabalhou para a seção de análise de propaganda da BBC. Poucas semanas depois da redação do relatório, o Terceiro Reich elaborou seu plano para aplicar a Solução Final. MacCurdy afirmava que Hitler demonstrava em seus discursos sinais de ‘paranoia’, ‘histeria’ e ‘epilepsia’, causada por uma situação na qual ele "contemplava a possibilidade de uma derrota total". O mais preocupante, segundo o acadêmico, era a crescente paranoia de Hitler, especialmente seu complexo messiânico, pois ele achava que liderava o povo eleito”.

Porventura não é exatamente o que tem acontecido com esses pastores super-heróis? Arrogam-se como super-heróis, transmitem a ideia e, as pessoas incautas ou com outros interesses, passam a ver nessa pessoa o seu super-herói. Isso retroalimenta a mente doentia hitleriana da maioria desses pastores, bispos, apóstolos e correlatos. Estes acham que, sozinhos, vão salvar o mundo, ou o seu grupo e que não precisam de mais ninguém e que a “concorrência” faz mal. Pessoas com Complexo de Messias não sabem que o verdadeiro crescimento do Reino de Deus não se faz assim. Paulo deu a fórmula faz dois mil anos: um planta, outro rega... mas é Deus quem dá o crescimento; portanto, todos somos servos uns dos outros. Lembrando que “o Filho do homem não tinha onde reclinar a sua cabeça” (Mt. 8:20).

A coisa fica ainda pior quando se vê a igreja alimentando isso de forma ferrenha. Idolatram o seu pastor, apóstolo, bispo; ou seja lá o que for. Aí deduzem que a oração do seu super-herói é mais poderosa (afinal, seu herói diz que vai fazer uma ‘oração forte’). Por isso, a pessoa não ora mais, precisa chamar o pastor super-herói. O pastor - ou congêneres - passa a ser a solução para tudo na vida das pessoas. As pessoas passam a viver uma vida cristã desgraçada; afinal, elas possuem um super-herói que está sempre pronto pra resolver seus problemas. Quando encontram um pastor sério, conhecedor da Palavra e com intimidade com Deus o rejeitam porque ele “não tem oração forte, nem poder”. Satânica ignorância. O pastor é que tem que evangelizar seus amigos, parentes, vizinhos; afinal, eles também precisam ir para o céu. Mas, quem tem que fazer isso? O super-herói. E o “crente” não mais evangeliza. Afinal, para isso existe o super-herói que está todo dia na televisão. Basta assistir e beber uma água abençoada com oração forte. Deus... que cristianismo é esse?  Como já dizia uma velha música de um roqueiro nacional: “Pare o mundo que eu quero descer”!

Igreja é uma comunidade de pessoas salvas em Jesus Cristo e por Jesus Cristo. O líder é alguém vocacionado por Deus para dirigir Seu povo a “pastos verdejantes” e fazer desse povo discípulos. Discípulos que, sob a liderança humana do pastor e sob o poder do Espírito Santo levem o evangelho da graça salvadora a todos aqueles que estão ao alcance e no raio de ação da igreja. Costumo dizer que há igrejas que, se fecharem as portas, não farão qualquer diferença na vida da comunidade onde estão plantadas. Qualquer padaria, se fechada, fará mais falta do que a igreja. A igreja não incomoda mais a vida espiritual das pessoas. A maioria é só barulho e idolatria evangélica insuflada pela autolatria de líderes com Complexo de Messias.

A verdadeira igreja de Jesus Cristo, independente de denominação, precisa exterminar com líderes com esse Complexo de Messias. Deixar o individualismo e partir para um trabalho sério através de toda igreja ou equipes treinadas para evangelizar. Todo verdadeiro cristão precisa ter presente em seu coração e mente que o Reino de Deus não se faz com super-heróis, mas com servos dedicados e unidos em um só propósito: salvar vidas para Cristo. Minha obrigação como filho de Deus é fazer a minha parte e “... ai de mim se não pregar o evangelho...” (I Co. 9:16). O convencer é obra do Espírito Santo. O trabalho é meu, do meu irmão, do líder... todos unidos pela força do amor a Deus e na dependência do Espírito Santo, em obediência às ordens do Senhor Jesus. Amém. 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

CARNAVAL! O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA!



Neste artigo vou ser mais intimista. Vou usar o pronome na primeira pessoa. Normalmente não falo ou escrevo sobre aquilo que não sei, não vi ou não conheço. Nunca fui chegado a carnaval. Mas leio sobre ele. Li que ele é o “maior espetáculo da terra”. No próximo mês de março de 2019, acontecerá mais um carnaval. Não vou fazer “retiro espiritual” que, com raras exceções, nada tem de “espiritual”. Vou ficar em casa, quem sabe visitar amigos. Confesso que, em algum ano no passado, fiquei algum tempo frente a uma televisão assistindo o desfile de algumas poucas escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. Vi, também, um pouco dos trios elétricos em Salvador e, também, de Recife. Nada mais. 

Espero que nenhum “cristão” me condene por isso. Como disse, preciso ver e conhecer para escrever. Mas... já estou acostumado às críticas. Mario Sergio Cortella em seu livro: “Qual é a tua obra?” diz que possui um crítico de suas obras e eles se “odeiam” faz trinta anos. Por isso mesmo Cortella afirma: “- Eu o respeito, ele me faz crescer. Ele me melhora. Então, que venham as críticas. Elas me melhoram”.  Nada mais sei sobre essa pessoa... nem se está viva. Como numa pela de teatro, quero dividir este texto em alguns atos bem específicos. Peço que leia com muita atenção o quinto e o sexto ato (os últimos)! Eles são os mais importantes. 

Primeiro Ato. Quando vi o desfile, principalmente o do Rio de Janeiro, pela TV, fiquei fascinado, extasiado. Obra prima. Arte pura. Dedicação. Que espetáculo grandioso de arte criativa. Como pode sair da cabeça de um carnavalesco tanta criatividade? Como é que milhares de pessoas dedicam-se meses a fio a ensaios para que saia tão deslumbrante espetáculo? Amor... é a resposta!

Milhares de empregos durante todo o ano. Verdadeira indústria do entretenimento. Não há distinção de raça, credo, cor, ideologia. Movimento fenomenal de turismo. Hotéis, restaurantes, casas de aluguel... tudo lotado. Gente de quase todos os países. Verdadeiramente um espetáculo. Quanta dedicação, quanta garra! Não há cansaço, não há dor, não há limites. Tudo feito em nome do amor ao “maior espetáculo da terra”! Ah! Se isso também fosse real no cristianismo. 

Segundo Ato. Qual ou quais as origens do Carnaval, que é tido como “O Maior Espetáculo da Terra”? Ele é uma festa brasileira? Quando começou? Bem, pesquisei e não cheguei a uma conclusão definitiva. Os historiadores se divergem. Fato é que, independentemente do real princípio, o carnaval remonta a antiguidade longínqua. Vejamos algumas pesquisas. 

Lídia Carvalho, que mora em Americana/SP – ela é cristã evangélica – traz as seguintes informações (ipsis líteres): "Originários dos ‘Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã’, o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osíris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega. Dionísio era o deus do vinho e das orgias”. 

No Site “Brasil Escola” encontrei o seguinte: “Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a. C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d. C. É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo ‘adeus à carne’ ou do latim ‘carne vale’ dando origem ao termo ‘carnaval’. (...) Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. (...) A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba”.

O dicionário Wikipédia acrescenta a seguinte informação: “A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão ‘carnis valles’, que, acabou por formar a palavra ‘carnaval’, sendo que ‘carnis’, em latim, significa carne e ‘valles’ significa prazeres”.

No site TERRA, sob o título “Origens do Carnaval: conheça as raízes e os símbolos da festa” e no subtítulo “Desforra no carnaval para esperar a Páscoa”, extraí o seguinte texto, ipsis líteris: “Com a consolidação do cristianismo, a Igreja tentou combater inúmeras festas pagãs - o que não funcionou com o carnaval”. A retomada veio em 604, quando o Papa Gregório I estabeleceu, no calendário eclesiástico, a quaresma, período de jejum e recolhimento físico e espiritual durante os 40 dias que antecediam a Páscoa. Com isso, ficou estipulado que o carnaval seria comemorado nos três dias imediatamente antes do início da quaresma, como uma última chance de se aproveitar dos prazeres da carne. Mais tarde, no século 11, o Papa Urbano II decretou o tempo oficial do período do jejum: da quarta-feira de cinzas até o domingo de Páscoa. Assim, na chamada terça-feira gorda, era permitida a realização de grandes bailes e banquetes, e o clima de subversão e inversão de valores era uma marca forte da festa. "Tanto povo quanto elite absorvem esses três dias como forma de ludibriar o momento de privação", detalha a pesquisadora de Carnaval e Cultura Popular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e julgadora de alegorias e adereços dos desfiles do Grupo Especial do RJ, Helenise Monteiro Guimarães. Não sei se ela continua exercendo tal função no carnaval carioca. 

Não tenho interesse de pesquisar mais sobre as origens do carnaval. O que me interessa é algo mais profundo. A realidade inequívoca é que a festa existe, está aí e dificilmente vai mudar em alguma coisa. Minha preocupação é como os “filhos de Deus” da nova geração estão vendo o carnaval. Nenhum cristão em sã consciência pode ignorar o fato de que os evangélicos estão aderindo, e ou, tolerando perigosamente os efeitos do carnaval. 

Terceiro Ato. Argumentações evangélicas pró-aceitação do carnaval existem muitas. Que o digam os blocos de carnaval evangélicos. Alguns argumentam que o carnaval é uma legítima festa brasileira e cheia de alegria; portanto, não podemos desdenhar dela. Outros dizem aquilo que já coloquei lá no início: é uma festa linda e cheia de arte. Os mais “espirituais” entendem que é uma excelente ocasião para a evangelização. Você conhece o bloco “mocidade dependente de Deus?”, do Rio de Janeiro? Você conhece o bloco “As muquiranas? (neste, os homens saem vestidos de mulher)”. São blocos evangélicos ou sob a liderança – nominal - de evangélicos. O primeiro é de um pastor, o segundo de um casal de artistas que se diz evangélico. Vou citar mais alguns já conhecidos. Apenas citar. Cada qual tire suas conclusões. Para conhecê-los melhor existe o Google. Não vou perder meu precioso tempo discorrendo sobre tais blocos. Ei-los (apenas alguns): “Semente do Amanhã (Rio de Janeiro)”; “Marcha Celebrai a Cristo (São Miguel dos Campos/AL)”; “Cara de Leão (Itaboraí/RJ, igreja Projeto Vida Nova)”;” Celebração da Unidade – Espiritual 2013 (Trio elétrico que saiu no circuito Dodô, em Salvador/BA)”; “Bloco Sal da Terra (Salvador/BA, Igreja Batista Missionária Independente)”; “Bloco Gospel Bola de Neve”, cujos abadás recebem o pomposo nome de ‘vestes de louvor; “Sou Cheio de Amor” da Igreja Batista Atitude da Barra, RJ; “Bloco IDE”, de SP. Há muitos outros. Todos sabemos de grupos – como a JOCUM, por exemplo – e igrejas que fazem alguma atividade específica em meio à folia no afã de evangelização. Não quero julgar... todavia, ainda não vi, de forma real e palpável, os resultados disso para o Reino nesses anos todos. Alguns desses blocos já fazem isso no carnaval faz mais de 20 anos. 

O jornalista Tiago Chagas publicou, faz alguns anos, a seguinte notícia no site “Gnotícias Gospel” sobre a cantora “evangélica” baiana Claudinha leite ao repreender foliões que se envolveram numa confusão: “o carnaval é coisa de Deus”. (...) - “O que é isso? Tenham consciência! Carnaval é na paz! Não quero cordeiro do meu bloco fazendo esse tipo de coisa! Não venham fazer bagunça na casa de meu Pai! Carnaval é coisa de Deus! Isso é um absurdo! Quero atendimento médico aqui ao lado do trio para esse rapaz! Eu sei quem foi. Não vou esquecer o rosto de quem fez essa covardia. Vamos brincar na paz”. Bem que alguém já disse que “o que dá pra rir... dá pra chorar”. 

Quarto Ato. Qual o custo do carnaval? Custo moral, familiar, financeiro, espiritual... e você pode acrescentar outros. Levando em conta que, com a quase nova lei seca, houve redução verdadeira nos acidentes, alguns números ainda são estarrecedores. Os dados que passo são APENAS das estradas federais. Para ter os dados das estradas estaduais e municipais, teria que acessar cada Estado e cada cidade do Brasil. Então, imagine a realidade nua e crua. São dados oficiais de 2018 (último carnaval). Vale lembrar que, em 2018, por causa da “lei seca” e uma maior efetividade da Polícia Rodoviária Federal, o número de mortes caiu em 31% (trinta e hum por cento). Eis os números: Feridos: 1.524. Mortes: 103. Motoristas embriagados autuados e com carteira de habilitação recolhida: 1.497. Motoristas presos em flagrante: 172. Pessoas detidas por diversas condutas criminosas: 740. Somem-se a isso os números das estradas estaduais e municipais de todo imenso Brasil. Todos esses números fatídicos seriam evitados se não existisse o carnaval. Além de acidentes e problemas típicos de feriados nas estradas, os esforços de combate ao crime durante o Carnaval 2018, culminaram em 1.105 quilos de maconha e mais de 87 quilos de cocaína apreendidos. Também foram recolhidas 41 armas de fogo e 9.910 munições. A PRF recuperou 96 veículos e apreendeu mais de 55 mil pacotes de cigarros. Durante o Carnaval 740 pessoas foram detidas por diversas condutas criminosas. (Fonte: Último Segundo - iG@https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2018-02-15/acidentes-carnaval-rodovias-brasil.html). 

Somadas todas as mortes durante o carnaval, o número de mortos extrapolou em muito ao número de mortos da tragédia/crime da Boate Kiss, cidade de Santa Maria/RS e, também, da tragédia/crime de Mariana, em Minas Gerais, além de tantas outras.  Na Boate Kiss, em Mariana, em Brumadinho, na toca do Urubu (flamengo) e outros; estão tentando achar os culpados da forma mais absurda possível. Mas, a comoção foi nacional. A mídia jogou todos seus focos sobre essas tragédias (sic). Fora as mortes, no carnaval, há centenas de pessoas acidentadas, drogadas, estupradas, assaltos, assassinatos... tragédia total. Mas, vale tudo em nome da alegria. Não há comoção nacional. Afinal, no carnaval morre-se em nome da alegria. 

O carnaval de muito antanho era uma festa popular. Faz muito tempo que deixou de sê-lo. Virou negócio de ricos. Quem é que adentra os camarotes VIPs? Com certeza não é o povão. E as festas privadas quanto custam? Não é para o bolso popular. Um abadá pode chegar a R$ 4.000,00 (quatro mil reais). Festa popular? Como? Quem pode pagar isso? Não é o povão. O camarote pode chegar a R1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) por dia. Quem pode pagar isso? Definitivamente não é festa popular.  Na Bahia, nos circuitos, as ruas são fechadas pela polícia. Quem pode entrar? Quem estiver com abadá. Você já sabe os preços. Então... isso não é festa popular. Chamam os abadás de “passaporte da alegria”. Bem, então só os ricos podem ter alegria. Coitada da festa popular. 

Fora isso, até 2018, o poder público, entrava com o rico dinheirinho dos pobres – impostos que todos pagamos – para dar aos ricos. Será que isso também acontecerá no carnaval 2019. A promessa é que não. Esperar para ver. Artistas e cantores recebem – e muito – para estarem, cantarem ou promoverem o carnaval. Milhões são gastos... ou eles não sobem ao palco, com honrosas exceções. Fora isso, as músicas – quase todas – não passam de bobagens. Letras chicletes que grudam no cérebro de um povo sem cultura e que, na verdade, não dizem nada. Aliás, dizem sim. Dizem chavões lascivos, sexuais e perniciosos que são introjetados no cotidiano mental das pessoas. É bem verdade que a maioria das letras “gospel” também não diz nada. Muitas são aberrações teológicas.  As boas músicas, no carnaval e nas igrejas, estão sendo deixadas de lado... e faz muito tempo. 

Quando uma parturiente chama uma ambulância por ter como chegar ao hospital... onde ela está? Quando ela aparece, normalmente, a criança já nasceu no meio da rua ou em um táxi. Quando a mãe desesperada liga por causa de um filho, marido, vizinho ou mendigo que está passando mal... onde está a ambulância? Quando aparece, normalmente, o sofrimento já foi demais; quando não, a morte já chegou. Mas, vi, pela televisão, ambulância à disposição em todos os lugares... durante toda a folia. É o dinheiro do povo sendo gasto insensatamente. 

Quanto os cofres públicos gastam com o atendimento aos feridos, aos mortos, aos bêbados, às curetagens em meninas? Quanto custa o atendimento aos estupros do carnaval? Quanto custam as indenizações por morte e invalidez?  Quanto é gasto anualmente com os tratamentos das DSTs transmitidas durante o carnaval; onde tudo é permitido em nome da alegria e da liberdade? Bem... a lista iria muito longe. 

Qualquer incidente no carnaval, imediatamente a polícia aparece com seus garbosos uniformes e cassetetes. Nada contra ela. Aliás, é dever dela proteger os cidadãos, evitar as brigas, os acidentes e incidentes.  Mas, onde está ela que não propicia segurança no dia a dia da população? Onde está ela quando os cidadãos são assaltados, maltratados, mortos, roubados, sequestrados no dia a dia?  Por que o policiamento não é ostensivo?  Bem, no carnaval é. Que país injusto é este. 

O Código Penal Brasileiro, através do Art. 233 do Código Penal - decreto-lei 2848/40 explicita, tipifica e dá as penas para ATO OBSCENO. Se o leitor se interessar, leia todo artigo do Código Penal e vai entender. O fato é que o Ato Obsceno é punível com detenção de três meses a um ano, ou multa. Consiste na prática de obscenidade em lugar público, ou aberto ou exposto ao público. Não quero me estender em definições. O leitor poderá fazê-lo. Todavia, o que se vê na maioria dos desfiles, nos bailes e correlatos carnavalescos são atos obscenos. Há exposição de seios, genitálias, nádegas e atos libidinosos em público; isso sem contar com os “mijões” públicos. E o que dizer dos prostitutos e prostitutas seminus por estes carnavais afora? Não estou criticando a estes. Estou criticando o descumprimento da lei em favor da libertinagem carnavalesca porque os “poderosos” ganham muito dinheiro com o carnaval. Vão dizer que a lei é retrógrada e antiquada. Então, que se mudem primeiramente as leis. Enquanto isso um pobre homem foi espancado e preso porque “incomodava” alguém com sua música em uma calçada. Quanta injustiça.

Quem lucra com o carnaval é o bicheiro, são as cervejarias, as indústrias de bebidas, os trios elétricos. Aliás, um deles, na Bahia, importou um sul coreano que canta uma tal de “éguinha pocotó” importada. Você sabe quanto isso custou? Talvez, por isso, muitos “evangélicos”, também, estejam aderindo. 

Sem medo de errar, no Brasil o carnaval está introjetado na vida social da maior parte da sociedade, sendo visto com leniência e cumplicidade. Mas, na verdade, ele tem a conotação de transgressão. A tônica é a alegria. O “passaporte” é a alegria. Disfarce satânico. Disfarçado de alegria, o carnaval promove a mais baixa promiscuidade sexual, crianças e adolescentes são levados à prostituição, a violência nas grandes e pequenas cidades se exacerba. As drogas lícitas e ilícitas correm soltas e são consumidas por todas as faixas etárias gerando violência, desconstrução de valores familiares e sociais. 

Quinto Ato. Realmente, creio eu, não vale a pena ao cristão verdadeiro, enredar-se pelo carnaval. Jesus disse: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, quão tremendas trevas são”! 

Quero, a guisa de rápido comentário pastoral fazer algumas considerações sobre o papel e valores a que deve ater-se o cristão que preza as coisas do Seu Senhor (Jesus) e os Seus ensinos inerrantes, eternos, únicos, imutáveis e que, ao longo da história, têm modificado vidas... sempre pra melhor. 

. Quais as obras da carne? “... imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus”. Veja: imoralidade sexual, impureza, libertinagem, discórdia, dissensões, orgias e coisas semelhantes...! Isso tudo e muito mais não é próprio do carnaval? Melhor abster-se do que “não herdar o reino de Deus”. Não que o cometer essas coisas é o fator que leva ao inferno; mas, os que praticam tais coisas nunca pertenceram ao Senhor Jesus e, exatamente por isso, não herdarão o Reino. São evangélicos nominais apenas. Estude com carinho Mateus 7:21-23.

2º.  Jesus requer pureza do verdadeiro seguidor dEle. Só este item daria para escrever um livro. Por isso, apenas faço algumas considerações em I Coríntios 6:9-20 (leia, por favor, na sua Bíblia). Interessante que o apóstolo diz no verso 12 “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine”. No verso 13 ele continua: “... O corpo, porém, não é para a imoralidade (veja o que isso significa, grifo meu), mas para o Senhor...”. E, depois de exortar a que se fuja da imoralidade sexual (verso 18) ele assevera: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, e que vocês não são de si mesmos?”(verso 19). 

Tudo depende do alimento que dou ao meu corpo e à minha mente. Gálatas 5:16-18 informa sobre a luta intensa entre o Espírito que habita no verdadeiro cristão e a carne (a velha natureza, o velho homem). Se eu alimento o Espírito, este estrangula os desejos carnais e os imobiliza. Se eu alimento a carne e seus desejos; além de entristecer o Espírito, este vai ficando sem poder agir porque Ele dá liberdade ao ser humano, respeitando seu livre-arbítrio (não me falem no texto de “perda da salvação”). O carnaval, em hipótese alguma, alimenta as coisas espirituais. 

Isto posto, tenho certeza que não vale a pena a qualquer cristão, verdadeiramente salvo por Jesus Cristo, enredar-se pelo carnaval. A Bíblia nos incita a que nos afastemos da “aparência do mal”, inclusive. Não deixe que valores imorais e contrários aos ensinados pela Bíblia sejam semeados em seu coração e mente. 

Sexto Ato. O último. O “Maior Espetáculo da Terra”.  O verdadeiro. Absolutamente, o maior espetáculo da terra de todos os tempos é bem outro. Volto-me para um pequeno monte nas cercanias de Jerusalém. O Gólgota. Lá estavam três cruzes. Dimas de um lado, Gestas de outro (nomes, segundo alguns historiadores) e Jesus Cristo ao centro. Ele estava na cruz do meio, a maior. A haste da vertical unindo o Pai aos homens. O céu à terra. Na haste horizontal os braços estendidos de Jesus. Unindo a humanidade. Abençoando a todos. Ao dar o brado e expirar, Ele carregou o pecado de toda a humanidade, unindo o céu à terra. O Pai aos homens. Ao dar o brado e expirar, Ele estava, com Seus braços, abençoando e distribuindo a salvação a todos que se dispusessem a recebê-la.  Esse sim foi o MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA. O meu Senhor Jesus gotejando Seu sangue precioso por mim e por todos aqueles que querem usufruir da verdadeira alegria. A paz verdadeira, o amor verdadeiro, a felicidade verdadeira e eterna.

Gólgota! Cruz! Cristo! Perdão! Amor! Salvação! Este conjunto sim; foi, é e sempre será o MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA. Amém!

CARNAVAL 2020! O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA!

Neste artigo vou ser mais intimista. Vou usar o pronome na primeira pessoa. Normalmente não falo ou escrevo sobre aquilo que não sei, ...